Economia

Período de folia momesca começa ‘desanimada’ para o comércio amazonense

Lojistas afirmam que as vendas estão 80% menores em relação ao mesmo período de 2015, e isso tem afetado nas contratações no comércio - foto: Marcio Melo

Lojistas afirmam que as vendas estão 80% menores em relação ao mesmo período de 2015, e isso tem afetado nas contratações no comércio – foto: Marcio Melo

A folia do Carnaval deste ano ainda não traz lucros às lojas especializadas em fantasias e acessórios de Manaus. Lojistas afirmam que as vendas estão 80% menores em relação ao mesmo período de 2015, e isso tem afetado nas contratações no comércio, que aposta em variedades de produtos e preços para atrair os brincantes.

A gerente da loja Tropical Festas, Rosana Santos, diz que neste período, em relação aos anos anteriores, os clientes que participam de bandas de Carnaval já estariam comprando acessórios ou encomendando fantasias. A gerente ressalta que as vendas não estão aquecidas por conta da falta de confiança dos consumidores com relação à economia. “Os empresários também estão sentindo na pele os efeitos da crise”, afirma.

Rosana explica que a loja aposta em produtos prontos, com preços flexíveis para atrair a clientela que deseja fazer a própria festa com amigos. Os produtos como mascaras, chapéus, óculos e confetes estão com preços acessíveis para realizar a festa particular.

Segundo a proprietária da loja Manoela Variedades, Fátima Brito, as vendas ocorrem, contudo, o volume é menor do que nos anos anteriores. Ela afirma que a crise atrapalha as vendas, da mesma forma que deixa os empresários inseguros. Para Fátima, os brincantes que ainda compram estão adquirindo as fantasias completas que vão de R$ 75 a R$ 600 e, principalmente, os acessórios, que têm o preço mais em conta.

Apesar do esfriamento nas vendas, a empresária aponta que as fantasias de super–heróis estão em alta para este Carnaval. Caso ocorra o aquecimento nas vendas, Fátima diz que haverá contratações com objetivo de atender melhor os clientes.

Para não deixar de brincar no Carnaval, alguns clientes diminuíram o volume dos acessórios adquiridos. O empresário Cicero Gomes, 40, afirma estar mais cauteloso ao comprar as fantasias dos filhos neste ano e diz que não pode se gastar mais do que se pode. “Já falei para eles (filhos), que não podemos comprar como antes. Há várias fantasias que tem um preço melhor e que são bem bacanas. Mas, temos que pesquisar bem antes de comprar”, observa.

A dona de casa Luciana Souza Silva também a compra será em menor proporção para economizar. “Pretendo não gastar muito em fantasias, vou comprar algumas máscaras e acessórios, somente para não deixar o Carnaval passar em branco”, explica.

Apesar dos consumidores que estão freando os gastos no início do ano, existem outros que não abrem mão de se produzir para o Carnaval. O professor da rede estadual de ensino Vicente Braga conta que mesmo com a decadência no Carnaval amazonense, desde os anos 1980, ele se mantém um apaixonado pela festa. Ele projeta gastar em média R$ 600 em fantasias.

“A crise é pretexto para tudo, porém, quando acontece algo como Natal e Carnaval, as pessoas compram. Quem gosta de pular Carnaval fantasiado compra mesmo. No meu caso, pesquisei vários preços antes de começar a comprar para não pagar caro”, afirma Vicente.

Por Asafe Augusto

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