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Perigo: venda ilegal de óculos sem receita é prática comum em Manaus

Pacientes devem procurar especialistas, conforme José Bernardes, evitando problemas futuros com o uso regular de óculos sem procedência. foto: Josemar Antunes

Pacientes devem procurar especialistas, conforme José Bernardes, evitando problemas futuros com o uso regular de óculos sem procedência. foto: Josemar Antunes

Com preços atrativos e a facilidade de compra, óculos de grau são vendidos livremente em Manaus sem receita médica. Na rua Guilherme Moreira, Centro, é possível encontrar o produto em bancas de camelôs. A compra ocorre por experimentação. O interessado experimenta vários óculos disponíveis no mostruário. Quando a lente possibilita enxergar com nitidez, o cliente fecha o negócio. Os preços variam de R$ 10 a R$ 25.

O carpinteiro Jaime Antônio Cardoso, 49, já adquiriu o produto de um camelô. Cardoso diz saber dos riscos oftálmicos, mas afirma que nunca teve problemas. “Se eu for ao médico, irei passar horas para ser atendido. Depois disso, terei que comprar os óculos com um preço muito mais elevado nas óticas. Por isso, acabo comprando nas bancas”, salienta.

Não há garantias de troca da mercadoria ou devolução do dinheiro, caso os óculos quebrem ou a lente apresente defeitos. O produto é importado da Venezuela, Guianas Inglesa e Francesa, e às vezes da China, informa um vendedor ambulante, que prefere não ter o nome revelado. “O cliente chega aqui, faz o experimento dos óculos e quando se sente bem com a lente, compra. Alguns clientes até vêm aqui comprar com a receita médica. Quando isso acontece, o valor do produto, que era de R$ 10, chega até R$ 100, pois temos que fazer o material no laboratório”, declara.

 

Danos à saúde

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), José Bernardes Sobrinho, se diz surpreso com a prática ilegal da venda de óculos de grau por ambulantes. Segundo ele, quem compra e usa esses óculos corre riscos, pois não há o diagnóstico de um especialista, pois a pessoa está sujeita a doenças oculares, que podem levar à cegueira.

“A pessoa que usa esses óculos sem o acompanhamento de um oftalmologista acaba adquirindo uma série de doenças graves. Alguns sintomas vão desde o astigmatismo, catarata, hipermetropia e o aumento na pressão do globo ocular, causando o glaucoma”, observa. Ele afirma que irá denunciar tal prática à polícia como “charlatanismo” pelo uso e exercício e venda ilegal dos produtos no comércio de Manaus.

Sobrinho reforça a importância dos pacientes procurarem especialistas. “No interior do Estado, onde tudo é mais difícil, até podemos entender, mas aqui na capital, onde há especialistas, não é admissível. O paciente deve agendar e e consultar o oftalmologista anualmente para um tratamento adequado para o bem da sua própria saúde”, aconselha.consultar o oftalmologista anualmente para um tratamento adequado para o bem da sua própria saúde”, aconselha.

 

Por Josemar Antunes

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