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Pequenos empreendedores de Manaus se reinventam para manter faturamento

A microempresária Sabrina Maranhão diz que achou na internet uma ferramenta para melhorar as vendas - foto: Raimundo Valentim

A microempresária Sabrina Maranhão diz que achou na internet uma ferramenta para melhorar as vendas – foto: Raimundo Valentim

Num ambiente econômico que preocupa os grandes negócios, as micro e pequenas empresas (MPEs) também não estão imunes aos riscos da crise.

Para sobreviver aos aumentos de impostos e dos custos, os pequenos empreendedores buscam se reinventar para seguir adiante e não fechar as postas.

Recente levantamento do software de gestão online para micro e pequenas empresas ‘Conta Azul’ aponta de que 71% delas sentiram o impacto negativo da crise no primeiro semestre.

A pesquisa que ouviu o total de 5.102 MPEs mostra que, apesar do momento ruim, há uma visão otimista por parte dos empreendedores em relação à sequência de 2015, com 68,5% dos entrevistados que acreditam em melhora no cenário até o final do ano.

A microempresária Sabrina Maranhão, 30, sócia-proprietária da loja Mimo Fino, é uma das que mantêm um olhar de esperança sobre o ambiente econômico para um futuro não muito distante. Mas, hoje, para sobressair a queda no movimento do comércio, ela e a sua sócia Daniele Rodrigues, 30, buscam atualizar o estoque com peças novas e na releitura de produtos do passado para manter o volume de vendas.

Empreendimento que começou em dezembro de 2013, com artigos para presentes, segundo Sabrina, precisou com o tempo diversificar o negócio e em junho do ano passado encontrou, numa releitura da “cesta de café da manhã”, mais uma força para aumentar o faturamento. Faltava, no entanto, melhorar o movimento na loja instalada no Rio Center, localizado na rua 24 de Maio, Centro, Zona Sul.

A solução estava nas mãos delas. Com seus smartphones, Sabrina e Daniela partiram para a divulgação nas redes sociais. “De olho nas oportunidades nós aproveitamos a internet. Hoje, 90% das cestas criativas que nós atendemos são online, pelas redes Instagram, Facebook e principalmente o WhatsApp”, conta a microempresária.

O trabalho na web, de acordo com Sabrina, é reforçado com o site (www.mimofino.combr) e a taxa de entrega, na atual conjuntura, ela explica que não cobra sobre as compras acima de R$ 30 para bairros das zonas Sul, Centro-Sul, Oeste e Centro-Oeste.

E para vencer as dificuldades da localização da loja física, Sabrina diz que está nos planos, até o final do mês de setembro, a mudança para um ambiente de uma rede de supermercado, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste.

“Aqui [no Centro] nós perdemos cliente pela falta de estacionamento. Às vezes, até nós não conseguimos estacionar. No supermercado nós ganharemos espaço e o movimento não para porque todo mundo precisa ir lá fazer as compras do dia-a-dia”, observa Sabrina.

Por Emerson Quaresma

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