Esportes

Pensamento da sociedade mudou com superação dos atletas paralímpicos

Amazonense Guilherme Marcião conquistou medalha de bronze na Rio 2016 - Foto: Rudy Trindade/Gazeta Press

Amazonense Guilherme Marcião conquistou medalha de bronze na Rio 2016 – Foto: Rudy Trindade/Gazeta Press

A Paralimpíada do Rio de Janeiro deu um show de inclusão por meio do esporte, e deixou um grande legado à sociedade brasileira, que mudou seu pensamento e olhar ao atleta paralímpico, ficando cada vez mais claro que muito mais que suas deficiências e limitações, eles são grandes atletas, de alta performance. A equipe do PÓDIO conversou com o mesa-tenista Guilherme Costa e a jogadora de vôlei sentado, Laiana Rodrigues, que representaram o Amazonas na ‘Cidade Maravilhosa’, para saber qual o ponto de vista deles sobre este tema.
Guilherme Costa conquistou a medalha de bronze no tênis de mesa por equipe. Ele garante que vê a competição como mais uma forma de incluir os paratletas, que cada vez mais lutam para buscar profissionalismo e alto rendimento no esporte adaptado, com o intuito de serem valorizados por suas profissões.

“Sem dúvida essa Paralimpíada veio para aumentar o paradigma da sociedade perante a pessoa com deficiência, valorizando o lado do atleta de deixar de lado suas limitações. Isso é bom, pois cada vez mais estamos buscando profissionalismo e alto rendimento em nossas modalidades. Quanto a parte da inclusão, é impossível falar de Paralimpíada sem falar nos meios que ela trouxe de incluir o atleta paralímpico, e mostrando que nós estávamos vencendo a nós mesmos e nossos próprios limites. Por conta disso sou muito grato por tudo”, declara Guilherme, que atualmente mora em Brasília (DF).

Quanto a conquista da medalha de bronze ao lado de seus parceiros de equipe Aloísio Lima e Iranildo Espíndola, ele declara que vê o prêmio com uma enorme gratidão devido os oito anos dedicados ao tênis de mesa, nos quais ele nunca desistiu do seu sonho, que agora se tornou real com a medalha conquistada nos Jogos.

“Vejo minha conquista como um meio de gratidão por todos os oito anos que me dediquei ao tênis de mesa, pois nunca desisti dos meus sonhos como atleta, e hoje eles se materializaram por meio da Paralimpíada do Rio de Janeiro. Minha emoção não pode ser resumida em outra palavra que não seja gratidão”, afirma o atleta paralímpico.

Por Wal Lima

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