Dia a dia

Pelo menos 200 ‘flanelinhas’ devem ser aproveitados no Zona Azul; eles querem salário de R$ 1 mil

Após reunião na manhã desta segunda-feira (10), o impasse envolvendo os guardadores de carro e a prefeitura de Manaus sobre o novo sistema de estacionamento no centro da cidade, chamado de Zona Azul, pode estar chegando a um desfecho.

Representantes da Associação de Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos Automotores do Estado do Amazonas (Aglavam) e o diretor do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Paulo Henrique Martins, discutiram como será a participação dos chamados ‘flanelinhas’ no novo sistema.

Ficou definido que 200 trabalhadores devem iniciar um treinamento na próxima semana e os que ficaram de fora, cerca de 400, devem entrar em um novo projeto que será formulado pela prefeitura.

O diretor do Manaustrans, Paulo Henrique Martins, informou que todo o processo foi feito para que haja aproveitamento de pessoas que trabalham guardando veículos naquela área da cidade.

“A maior preocupação deles (flanelinhas) era se iriam ficar sem trabalho, mas isso foi uma preocupação desde o início do projeto e trabalhamos para que eles fossem incluídos. A empresa Consórcio da Amazônia começa os trabalhos essa semana”, disse.

Segundo o presidente da Aglavam, Henrique André, na próxima quinta-feira (13), haverá outra reunião, desta vez com representantes da Consorcio da Amazônia, para definir a documentação que será exigida dos guardadores de veículos e a definição de quanto será pago por mês aos trabalhadores.

Para Henrique, o salário justo seria R$ 1 mil e mais benefícios como auxílio transporte e alimentação. “Nós só ficaremos felizes se a parceria for boa para ambas as partes. Se for dada condições para esses trabalhadores e se o salário for bom”, disse.

Caso a reunião de quinta-feira não seja atrativa para a Aglavam, Henrique afirma que manifestações ocorrerão na cidade. “Nessa reunião eles têm que nos apresentar um bom salário e definir como ficarão os outros 400 que não entraram nessa etapa. Só após essa reunião nós vamos saber o que faremos, mas a manifestação pode ocorrer, sim”, afirma.

Por Alik Menezes

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir