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Peixe e farinha estão mais baratos nas feiras de Manaus

Preço do jaraqui está 90% mais barato do que o valor cobrado há mês, enquanto outros peixes como o pacu tiveram leve redução – fotos: Diego Janatã

Preço do jaraqui está 90% mais barato do que o valor cobrado há mês, enquanto outros peixes como o pacu tiveram leve redução – fotos: Diego Janatã

No momento em que o consumidor presencia o aumento desenfreado de preços de alimentos nas feiras de Manaus, dois produtos tradicionais da mesa do amazonense, o peixe e a farinha, estão com valores mais acessíveis do que há um mês.

A constatação foi feita pelo EM TEMPO, na feira da Manaus Moderna,  Centro, Zona Sul.

No início de abril, oito unidades de jaraqui – um dos peixes mais consumidos pelo amazonense – eram comercializados por R$ 20. Hoje, até 15 unidades são vendidas pelo mesmo valor.

“Estamos tendo uma maior oferta do produto, pois está no tempo dele”, ressaltou o feirante Jander Rubens Campos Furtado.

O preço do pacu, tambaqui e pirarucu, por sua vez, não sofreu tanta diferença. Com R$ 20 o consumidor leva oito unidades de pacu, com R$ 25  ele leva um tambaqui pequeno. Já com R$ 18, leva um quilo de pirarucu fresco.

“O peixe continua com o mesmo preço, não sofreu nenhum aumento, pelo contrário, está mais barato”, afirmou o feirante Ramon Henrique Pereira.

Mandioca e cheia

Apesar da produção de mandioca ser a mais afetada pela enchente no Amazonas, com prejuízos da ordem de R$ 19,3 milhões, de acordo com balanço do Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), a farinha ainda não sofreu nenhum reajuste.

O quilo do produto na feira da Manaus Moderna, que já chegou a R$ 14, custa hoje entre R$ 3,5 e R$ 4,5. A farinha ovinha, também conhecida como farinha do Uarini, é encontrada até R$ 6.

Segundo o comerciante Robson Bezerra Moreira, a enchente ainda não impactou no preço da farinha. Porém, ele ressaltou que há informações de que o produto pode ficar mais caro nos próximos dias.

“Ainda não sabemos quando a farinha vai ficar mais cara, mas já andaram falando que o aumento virá por causa da cheia que afetou a produção”, apontou.

A carne vermelha ficou até 10% mais cara no período, segundo feirantes ouvidos pelo EM TEMPO

A carne vermelha ficou até 10% mais cara no período, segundo feirantes ouvidos pelo EM TEMPO

Se o peixe está mais em conta, a carne vermelha ficou até 10% mais cara, conforme informações dos permissionários. O feirante Marion Roque garantiu que o aumento ainda não foi repassado aos consumidores, mas isso deve ocorrer até o final do mês.

“Se repassarmos o aumento agora, vamos espantar o cliente. Já temos notícias de que a carne sofrerá um novo reajuste. Se isso acontecer, não vamos segurar”, relatou.

O feirante Adenberg Alves disse que o quilo da carne bovina está aproximadamente R$ 1 mais caro. Segundo ele, um dos motivos é a enchente dos rios do Amazonas, que encareceu os custos dos produtores com a manutenção do rebanho.

“Nesse período, o gado tem que ser levado à terra firme ou é colocado em maromba. Com isso, as despesas dos produtores ficam mais caras, eles nos passam o aumento e nós acabamos repassando aos consumidores”, justificou.

Banana pacovã

Além da carne vermelha, as frutas também ficaram mais caras nas feiras da cidade. A banana pacovã sofreu reajuste de quase 50%, enquanto a prata ficou mais cara cerca de 20%. “Não temos produção local. A banana está vindo do Acre e o frete de cada cacho custa em torno de R$ 3. Com isso, o custo com o transporte aumenta em média 15%”, relatou o permissionário da Feira da Banana, no Centro, Eli Moreira.

O feirante Miguel Belo de Oliveira Filho confirmou que a banana está mais cara porque está em falta no mercado local. Na sua avaliação, o preço só deve se regularizar daqui uns cinco meses.

“Vendo o cacho por R$ 15, R$ 20, R$ 25 e até R$ 10. Mas a banana vem de fora e é bem pequena. As pessoas reclamam que está cara, mas não tem aqui. Está muito complicado para nós. A venda caiu drasticamente”, afirmou.

A melancia também está cara, uma unidade custa em média R$ 20, e a previsão dos feirantes é que ficará mais onerosa por causa da menor oferta nos próximos dias. O abacaxi (30%) e o maracujá (20%) também subiram.

“O cenário é reflexo da chuva e da enchente”, comentou o feirante Márcio Girão. Segundo ele, o fato impacta diretamente nas vendas.

A laranja, por sua vez está mais em conta. O cento que era vendido a R$ 40 agora está saindo por R$ 35, tanto da laranja regional quanto da paulista.

“Estamos no período de safra e a tendência é que fique mais barata nos próximos meses”, salientou a feirante Laiane Souza. Conforme ela, geralmente, o produto começa ficar mais caro a partir de setembro.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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