Política

Pedido de renúncia de Dilma deve orientar PSDB, diz secretário da sigla

O objetivo do encontro é alinhar a mensagem do ex-presidente tucano com o discurso das bancadas do partido - foto: divulgação

O objetivo do encontro é alinhar a mensagem do ex-presidente tucano com o discurso das bancadas do partido – foto: divulgação

A defesa da renúncia da presidente Dilma Rousseff, feita nesta segunda-feira (17) pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, deve ser adotada como linha principal de atuação a partir de agora do PSDB, principal partido de oposição ao governo federal.

Para o secretário-geral nacional da sigla, deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), a mensagem divulgada pelo ex-presidente tucano nas redes sociais unifica o partido e deve orientar o discurso da sigla, inclusive no Congresso Nacional, diante do atual cenário de crise política.

“O texto de Fernando Henrique Cardoso unificou o partido e pacificou o discurso. Essa linha deve orientar a legenda”, afirmou.

No texto, FHC disse que a renúncia seria um “gesto de grandeza” da presidente e fez um esforço para alinhar o discurso dos líderes tucanos.

Pouco depois de divulgar sua mensagem nas redes sociais, o ex-presidente reuniu em seu apartamento, em São Paulo, os dois líderes que despontam como opções do PSDB para a próxima eleição presidencial: o senador mineiro Aécio Neves e o governador paulista, Geraldo Alckmin.

Há duas semanas, aliados de Aécio defenderam a renúncia de Dilma e do vice-presidente Michel Temer e a realização de nova eleição.

Alckmin tem sido cauteloso sobre a possibilidade de impeachment agora, quando ele não teria condições de deixar o governo para disputar com Aécio a indicação do PSDB e se candidatar à Presidência da República.

A linha adotada por FHC é o principal tema em discussão na reunião do grupo de análise estratégica do PSDB, promovida nesta terça-feira (18), em Brasília.

O objetivo do encontro é alinhar a mensagem do ex-presidente tucano com o discurso das bancadas do partido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Por Folha press

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