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PCdoB e PT lideram número de filiados no Amazonas

Sem legenda, Marcelo Ramos critica sistema partidário do país - foto: Alberto César Araújo

Sem legenda, Marcelo Ramos critica sistema partidário do país – foto: Alberto César Araújo

A pouco mais de um mês para o término do prazo legal para o troca-troca partidário e filiações em partidos políticos para aqueles que desejam disputar algum mandato eletivo ou majoritário nas próximas eleições, um dado chama atenção: o Estado possui 8,17% de eleitores aptos filiados a algum dos 32 partidos políticos registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O percentual parece pequeno, mas em 13 anos, entre os anos de 2002 e 2015, o número de eleitores filiados a algum partido cresceu 75%, se comparado ao restante do país. No Amazonas, os dados apontam que a cada 12 eleitores, um é filiado a uma agremiação política.

Dados do TSE mostram que o Amazonas possui 2.230 milhões de eleitores e, aproximadamente, 182,1 mil são filiados a algum partido político no Estado. Desse número, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) lidera a preferência dos amazonenses que militam em partidos, com 20,8 mil filiados. Seguindo a lista, o Partido dos Trabalhadores (PT) possui 16,2 mil e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 12,4 mil militantes.

Embora envolvido em supostos casos de corrupção, o PT é a agremiação que mais se destacou no Amazonas neste período, registrando um aumento de, aproximadamente, 196,5%. A legenda perde apenas para o PCdoB, que tomou a dianteira da preferência dos filiados nos últimos anos no Estado. Abaixo dos três primeiros partidos com mais filiados aparece o DEM, em quarto lugar, com 11.248 filiados, seguido do PSDB, com 10.617.

Segundo o presidente estadual do PCdoB, Edilon Queiroz, o partido não faz apenas política em período eleitoral, mas vive a política como ciência todos os dias. “Estudamos a sociedade em todas as suas vertentes. Trabalhamos com vários movimentos sociais. Trabalhamos com a agricultura familiar, no campo, com os movimentos juvenis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), e União da Juventude Socialista (UJS). Temos a frente de atuação das mulheres. Temos o movimento negro, do índio, dos trabalhadores. Isso faz do partido um organismo vivo”, defendeu o dirigente.

Edilon argumentou que a agremiação vive em constante atividade e que “muita gente” vai ao partido, mas também muitos saem porque chegam à sigla imaginando ser igual aos outros. “Uns se decepcionam e vão embora, outros ficam”, disse.

Sobre as eleições de 2016, Edilon Queiroz garante que o PCdoB lançará chapa própria, tanto de candidatos a vereadores quanto majoritária. Indagado sobre o nome da deputada Alessandra Campêlo para a disputa à Prefeitura de Manaus, ele não vacilou. “A Alessandra é um nome forte, uma mulher forte, corajosa, determinada. Se o partido a escolher como o nome, tenho certeza que ela dará conta do recado”, assinalou.

Não sendo um dos grandes em número de filiados no Amazonas, com apenas 3.741 militantes, segundo o TSE, o Partido Social Democrata (PSD), que tem como presidente regional o senador Omar Aziz, prepara uma virada nas próximas eleições, com candidaturas proporcionais e majoritárias no interior do Estado.

“O PSD terá candidatos em todos os 62 municípios do Amazonas, seja para prefeito, vereadores, vice-prefeitos. Acredito que ainda é muito cedo para falar em um apoio mais efetivo, pois temos até maio e junho de 2016 para o fechamento dessas questões”, adiantou o secretário-geral do partido, Paulo Radin.

Por Stênio Urbano

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