Política

Paulo Bernardo e PT se beneficiaram de desvios no Planejamento, diz PF

O então ministro do Planejamento Paulo Bernardo se beneficiava de 9,5% do montante desviado - foto: divulgação

O então ministro do Planejamento Paulo Bernardo se beneficiava de 9,5% do montante desviado – foto: divulgação

O ex-ministro Paulo Bernardo, preso nesta quinta-feira (23), e o PT (Partido dos Trabalhadores) teriam se beneficiado de contratos do Ministério do Planejamento, que perduraram de 2010 a 2015, segundo os investigadores da Polícia Federal, Ministério Público Federal de São Paulo e Receita Federal. Cerca de R$ 100 milhões foram desviados na pasta nesse período.

O dinheiro corresponderia a 70% do contrato de R$ 140 milhões que a empresa de tecnologia Consist tinha com o ministério para o gerenciar e controle de créditos consignados para servidores públicos federais.

Desses 70%, o então ministro do Planejamento Paulo Bernardo se beneficiava de 9,5% do montante, disseram os investigadores. O valor teria caído pela metade em 2011, quando ele deixou o ministério, e em 2012, teria sido reduzido para a margem de 2%.

O dinheiro teria sido usado para pagar pessoais, como salários de salários de dois empregados, aluguel de garagem, loft, entre outros. Quem fazia esses pagamentos era, segundo a PF, o advogado Guilherme Gonçalves, que atuou nas campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), esposa de Bernardo.

Gonçalves, segundo investigadores, também era beneficiário, e é considerado foragido. Ele está em Portugal em uma viagem com a noiva, mas disse que se entregará quando voltar ao país.

“A operação de hoje foi uma resposta a aqueles que celebraram com champanhe o declínio do caso de Curitiba (PR). Para mostrar que não é só lá que se faz esse trabalho. É uma meta perseguir a corrupção”, afirmou o procurador do MPSP Andrey Borges, em coletiva de imprensa.

Por Folhapress

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