Política

Pauderney afirma acreditar na permanência de Temer na presidência e na retomada da confiança dos brasileiros

Pauderney_Avelino

O parlamentar acredita que o governo interino de Michel Temer vá permanecer e retomar a confiança da população brasileira – foto: Arquivo AET

Líder do DEM na Câmara dos Deputados, o deputado federal pelo Amazonas Pauderney Avelino comemora a recente eleição de seu correligionário Rodrigo Maia (RJ) à presidência do Legislativo federal e acredita que os projetos relacionados ao Amazonas terão mais destaques. Defensor do impeachment definitivo da presidente afastada, Dilma Rousseff, o parlamentar acredita que o governo interino de Michel Temer vá permanecer e retomar a confiança da população brasileira.

Confira, na íntegra, a entrevista do parlamentar ao Amazonas Em Tempo, deste domingo (24):

EM TEMPO- Nas eleições deste ano, irão ocorrer duas mudanças significativas: a redução do tempo de campanha e o uso da biometria para votação. Qual é a sua avaliação sobre as novas regras eleitorais?

Pauderney Avelino – Acho que o tempo vai atingir, sobretudo, aqueles candidatos menos conhecidos. Mas, com essa mudança no tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão para 35 dias, haverá apenas inserções para vereadores e para blocos de candidatos a prefeito. Este é o primeiro ano em que a biometria será testada. Acho que deveremos ter aí algum atraso nas votações. Espero que o leitor de digital seja bastante preciso para que não haja retardo na hora de fazer tentativas, como é comum quando não se consegue fazer a leitura da digital. Além disso, a cada ano que passa, a internet se transforma em um veículo de propagação de ideias muito poderoso e que vai, sim, continuar sendo muito importante.

EM TEMPO – Há duas semanas, o deputado Rodrigo Maia (DEM) foi eleito presidente da Câmara. Por ser do mesmo partido que o seu e o senhor sendo líder da legenda no Legislativo, podemos dizer que projetos relacionados ao Amazonas terão mais visibilidade na casa?

PA – Não resta dúvida de que o presidente da Câmara (Rodrigo Maia), sendo do meu partido e vice-presidente da República (na ausência do interino, Michel Temer) ajudará muito. As demandas que tivermos no Amazonas, que dependam da Câmara dos Deputados, eu não tenho dúvida de que, além de o fato de ser presidente e eu líder, é uma coisa muito boa.

EM TEMPO – Nas eleições de 2012, o senhor disputou a Prefeitura de Manaus. Como o DEM vai se comportar neste
pleito municipal?

PA – Não serei candidato a prefeito. Vou estar em Brasília e vamos apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Arthur Neto (PSDB).

EM TEMPO – Na segunda-feira passada, houve a convenção do PSDB e, na ocasião, a caravana do DEM foi chamada para se manifestar no local e poucas pessoas se manifestaram. Há uma insatisfação com respeito à aliança eleitoral com o PSDB?

PA – Não tomei conhecimento disso. Mas, na sexta-feira, no salão de festas Jevian, fizemos o anúncio oficial de apoio do nosso partido à reeleição do prefeito Arthur Neto (PSDB) e fizemos muito barulho.

EM TEMPO – Recente pesquisa do Datafolha revelou que 50% dos brasileiros estão satisfeitos com o governo interino de Michel Temer. O senhor como um dos defensores do impeachment acredita nesses dados?

PA – O que está acontecendo é uma mudança de comportamento por parte do governo brasileiro. A gestão do PT não tinha mais a confiança da população. O governo do presidente Michel Temer está retomando esta confiança, no sentido de reestabelecer a economia para que volte à realidade e que as instituições ajam adequadamente e que tenha gestores competentes. As ações estão sendo tomadas na área da economia, com a equipe altamente competente. O governo brasileiro vai angariando a competência dos brasileiros. Quando tivermos a certeza, o impeachment será efetivado. Não vai ser possível chegar aos 180 dias de governo interino, porque, com 90 dias, em agosto, será votado o impeachment no Senado e acredito que o impeachment vai passar.

EM TEMPO – O Tribunal de Contas do Estado havia lhe condenado a devolver R$ 4 milhões por conta de sua gestão de um ano como secretário municipal de Educação. O senhor conseguiu provar que as irregularidades haviam acontecido em gestão anterior à sua. Isso lhe desmotivou a assumir algum cargo no Executivo?
PA – O Tribunal de Contas do Estado me condenou e, depois, retrocedeu, dentro de um contexto que não havia necessidade de fazer. Foram escolas alugadas e já “peguei o bonde andando”. Não iria deixar quase 180 alunos sem escola. Não houve repercussão negativa.

EM TEMPO – O senhor entrou com o processo contra o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, após vir à tona áudio em que ele o acusava de ser o político “mais corrupto” do Brasil?

PA – Eu entrei sim, com uma representação, e ele está sendo processado. Basta conferir no site da Justiça Federal do Ceará, que está sendo processado lá.

EM TEMPO- Quais projetos de maior importância hoje na pauta da Câmara?

PA – O projeto de lei 4567/16, de autoria do senador José Serra, retira a obrigatoriedade de atuação da Petrobras como operadora única dos blocos contratados pelo regime de partilha de produção em áreas do pré-sal. A proposta não compromete a soberania nacional e retoma a competitividade da Petrobras, que está muito abalada desde os escândalos envolvendo a estatal. Esta é a melhor saída para o Brasil. A Petrobras é a empresa mais endividada do mundo e não tem capacidade financeira de investimento. Mesmo que a Petrobras não estivesse endividada, seria inviável uma participação de tal porte, em função do tamanho da camada do pré-sal, dos altos investimentos envolvidos na extração desse petróleo e das expectativas de mudança dos combustíveis fósseis para os combustíveis limpos. Outra iniciativa importante é o projeto de lei 4850/16, que reúne as dez medidas de combate à corrupção em crimes contra o patrimônio público e o enriquecimento ilícito de agentes públicos. O momento é muito fértil, temos condições de dar sequência, com celeridade, a estas medidas, atender a este mandamento do povo e a Câmara dos Deputados precisa agir. Nós não queremos mais corrupção, atos ilícitos; nós queremos respeito. O sentimento de impunidade leva as pessoas a cometerem delitos. O PLC 268/16, sobre os Fundos de Pensão, vindo do Senado, chegou à Câmara e necessita de mudanças no texto, de forma que seja garantida a paridade na participação dos aposentados nas instâncias deliberativas.

Por Fabiane Morais

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