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Empresas do PIM com 6 mil vagas de trabalho para o fim do ano

A crise econômica é apontada como principal fator dos baixos indicies de vagas para empregos - foto: arquivo EM TEMPO

A crise econômica é apontada como principal fator dos baixos indicies de vagas para empregos – foto: arquivo EM TEMPO

Seis mil contratações estão previstas para o período de natal, e ano novo. O setor de eletroeletrônicos é o que mais pretende investir em admissões e qualificação novos funcionários para o fim do ano.

Os números são menores que nos anos anteriores, e alguns segmentos se mostram cautelosos quando o assunto é contratar. A crise econômica é apontada como principal fator dos baixos indicies de vagas para empregos.

De acordo com o presidente do Sindicato dos metalúrgicos (Sindmetal), Valdemir Santana, o setor da indústria é o que já aponta seis mil contratações para o fim do ano, mas ele alega que em dois meses essa quantidade pode subir.

O presidente do Sindmetal contou que os jovens serão os mais procurados nesse período, pois de acordo com ele, o foco das empresas é qualificar quem está entrando no mercado de trabalho.

“Os setores precisam de qualidade, e essa é a alternativa para não ficar em crise. Qualifica a mão de obra de pessoas que estão sendo inseridas no mercado”, avaliou Valdemir ao ressaltar que já no mês de agosto serão feitas 2,5 mil contratações, a maioria para o setor eletroeletrônico.

Análise

De acordo com o economista, e 2º Vice-Presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo dos Santos, em 2015 as contratações estão acontecendo com uma menor proporção, em relação a 2014. Ele atribui, essa baixa quantidade de vagas no mercado, à crise econômica.

“A crise está sendo sentida por todos os seguimentos, estamos vivendo uma recessão. A inflação, e os juros são altos, por isso, as empresas estão mais cautelosas. Isso tudo trás um impacto no sistema de empregos”, afirma o economista acrescentando que os empregos surgem de acordo com a perspectiva do mercado. “As pessoas estão com medo de gastar, e por isso, as lojas vendem menos, logo, não há como contratar. Não digo que não haverá contratações, mas a proporção até o fim do ano será menor do que estamos acostumados a ver”, opinou.

Nelson Azevedo faz ainda uma comparação, segundo ele, em dezembro de 2014 o acumulado de funcionários no Distrito Industrial era de 120 mil, em 2015 o acumulado caiu para 104 mil funcionários, deixando 16 mil desempregados.

Ele ressaltou que os setores alimentícios, de bebidas, de informática, e eletroeletrônicos não estão sofrendo grandes impactos com a crise econômica. Ao contrario do seguimento de duas rodas que, segundo ele, está bastante temeroso para contratações. O economista espera que a Olimpíada aqueça vários seguimentos, e com isso apareçam novas vagas de emprego.

Por Asafe Augusto

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