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Parlamento Amazônico articula ajuda aos municípios de Lábrea e Canutama

A má condição de estradas vicinais no sul dos municípios amazonenses de Lábrea e Canutama influencia os habitantes e produtores rurais da região a buscar serviços de saúde, educação e abastecimento comercial em Rondônia, ao invés do Amazonas.

A situação levou a Prefeitura de Porto Velho a recuperar trechos de vicinais que ligam essas comunidades à capital rondoniense, mas deixou o Executivo municipal “em débito com a Justiça por colocar máquinas da prefeitura para recuperar vicinais fora da área da cidade”, como adiantou o deputado estadual e secretário de relações institucionais do Parlamento Amazônico, Jean Oliveira (PSDB/RO).

A situação dessas comunidades amazonenses e sua relação com Porto Velho foi apresentada ao presidente do Parlamento Amazônico, o deputado estadual Sinésio Campos (PT/AM). Sinésio articulou com a Associação Amazonense de Municípios (AAM) e o Governo Estadual do Amazonas uma reunião para tratar do assunto.

“Conseguimos uma agenda com o governador do Amazonas José Melo, no dia 16 de julho, para levar os prefeitos de Lábrea e Canutama, e a Associação Amazonense de Municípios, junto com os deputados rondonienses que integram o Parlamento Amazônico, para buscarmos uma solução a essa questão”, declarou Sinésio.

A proposta da diretoria do Parlamento Amazônico é um termo de cooperação técnica para que a Prefeitura de Porto Velho não tenha impedimentos legais para recuperar as vicinais que unem Rondônia às comunidades no sul do Amazonas, segundo explicou Sinésio.

“Com as vicinais recuperadas os produtores rurais conseguirão escoar. Apesar de eles estarem no Amazonas, esses produtores escoam para Rondônia, porque a civilização mais próxima está lá e não no Amazonas, ao qual territorialmente eles fazem parte, mas socialmente são de Rondônia”, explicou o deputado Ribamar.

Para o secretário-geral da AAM e prefeito de Juruá, Tabira Ferreira (PSD), o importante é manter a população atendida, independente de qual Estado dê assistência.

“O Parlamento Amazônico é fundamental quando temos que tratar um assunto como esse, de interesse de dois estados. Acho que no final das contas não importa se eles são atendidos por Rondônia ou Amazonas. Somos todos brasileiros, só precisamos ter amparo jurídico para ninguém ser prejudicado legalmente; e a Associação está disposta a fazer esse diálogo junto aos prefeitos envolvidos”, disse Tabira.

Parlamento Amazônico

Formado por deputados estaduais dos nove estados da Amazônia, o Parlamento Amazônico teve sua diretoria atual eleita em junho. A primeira reunião ordinária ocorreu em Manaus, nesta quinta-feira (2), e serviu para formatar o calendário e pauta das assembleias-gerais do Parlamento, que serão realizadas ao longo de 2015 e 2016.

A primeira assembleia-geral está marcada para 27 de agosto, em Boa Vista, quando será discutido o abastecimento de energia elétrica de Roraima. “Nossa principal e primeira demanda enquanto representante de Roraima no Parlamento Amazônico é resolver a situação da energia, que hoje depende da Venezuela. Queremos nos ligar ao Sistema Elétrico Nacional para não depender mais de uma energia instável e pouco confiável”, afirmou o deputado estadual e um dos vice-presidentes do Parlamento, Coronel Chagas (PRTB/RR).

“A função do Parlamento Amazônico é buscar soluções para problemas vivenciados na Amazônia, com alternativas que aliem desenvolvimento sustentável e crescimento econômico para melhorar a vida do amazônida”, definiu o presidente do Parlamento, deputado estadual Sinésio Campos. Entre os problemas, conforme Sinésio, estão exploração mineral e demarcação em terras indígenas, insumos agrominerais, liberação por 24h da BR-174 (Manaus-Boa Vista) no trecho que passa na reserva indígena Waimiri-Atroari, Linhão de Tucuruí e as hidrovias do rio Madeira.

Com informações da assessoria de comunicação

 

 

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