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Parlamentares e órgãos de defesa do consumidor do AM devem tentar impedir o aumento de 38,8% na tarifa de energia

O percentual 38,8% é o terceiro aumento tarifário consecutivo na energia do Amazonas-foto: Josemar Antunes

O percentual 38,8% é o terceiro aumento tarifário consecutivo na energia do Amazonas-foto: Josemar Antunes

Após reajuste de 38,8% na conta de energia dos amazonenses, anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), políticos e representantes de órgãos de defesa do consumidor se mobilizaram nesta quarta-feira (28) para tentar barrar o aumento. Uma reunião foi marcada para esta quinta-feira (29), no intuito de avaliar as medidas a serem adotadas contra o reajuste, que entra em vigor a partir de 1º de novembro.

A ação pública foi confirmada pelo presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (Comdec) da Câmara Municipal de Manaus (Comdec-CMM), vereador Álvaro Campelo (PP). “A reunião está prevista para acontecer às 10h30, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), com a participação do coordenador da Ouvidoria e Proteção ao Consumidor, Alessandro Cohen, o representante do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), a diretora-presidente do Procon Amazonas, Rosely Fernandes, além de um representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)”, informou o parlamentar.

O percentual 38,8% é o terceiro aumento tarifário consecutivo na energia do Amazonas, que deveria ser feito uma vez por ano, sendo que, para os usuários da classe de alta tensão, onde se encaixam as grandes indústrias, o aumento será ainda maior, 42,55%.

Em 2014, a conta de luz ficou 15,57% mais cara para consumidores residenciais e 22,62% para a indústria.

A vereadora Professora Jacqueline solicitou também nesta quarta-feira (28) que o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e a Eletrobrás Amazonas Energia, dessem esclarecimentos sobre as constantes quedas de energia na cidade de Manaus e sobre o aumento na tarifa.

“Nos últimos meses, os rodízios interruptos do fornecimento de energia têm sido diários. Todos os dias, somente na cidade de Manaus, há rodízios em todas as zonas da cidade. Como se não bastasse, a conta de luz agora irá aumentar. O que está acontecendo?”, questionou.

Jacqueline lembrou ainda que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostrou que, até agosto deste ano, os consumidores da Eletrobras Amazonas Energia ficaram 27 horas sem o serviço. “No ano passado, a duração equivalente de interrupção por unidade consumidora apurada foi de 55 horas. O limite estipulado é de 52 horas”, afirmou.

Linhão de Tucuruí

De acordo com a Eletrobrás Amazonas Energia, mesmo após a construção e início das operações do Linhão de Tucuruí, o Amazonas depende da geração de energia elétrica de hidroelétricas e de Usinas Termelétricas, o que encarece ainda mais os custos, do sistema elétrico, que é subdividido nos municípios de Manaus e Mauá, e abastecem Manaus.

O EM TEMPO solicitou à assessoria do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, um esclarecimento sobre o assunto, porém,  a assessoria informou, em nota, que compete a Aneel e a Amazonas Energia responderem sobre processos tarifários.

Por Conceição Melquíades

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