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Paralisação dos rodoviários será investigada pela Polícia Federal

Apesar de liminar judicial impedir greve na categoria, ao longo da semana, linhas que atendem três zonas geográficas da cidade foram paralisadas - foto: Diego Janatã

Apesar de liminar judicial impedir greve na categoria, ao longo da semana, linhas que atendem três zonas geográficas da cidade foram paralisadas – foto: Diego Janatã

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), deve acionar nos próximos dias a Polícia Federal, para que seja investigado o descumprimento da ordem judicial, que determinava a suspensão da paralisação dos rodoviários, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTRM).

Mesmo impedidos pela Justiça do Trabalho, algumas linhas que atendem bairros das Zonas Oeste, Norte e Sul, Norte deixaram de circular, por três dias, na semana passada, prejudicando mais de 25 mil pessoas, segundo informações do Sinetram. De acordo com a entidade, o descumprimento da decisão judicial pode acarretar em multa ao STTRM de R$ 50 mil por hora de paralisação e R$100 mil por empresa obstruída.

“A Justiça já havia condenado esse tipo de atitude. Nenhuma linha poderia ter sido paralisada, tanto é que foi estabelecido uma multa, caso isso ocorresse. O Sinetram solicitará da Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar o porquê dessas greves-relâmpago e quem está por trás disso”, informou o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

O transtorno vem sendo provocado pelo impasse do pagamento da data base dos rodoviários que seria no dia 1º de maio. A categoria reivindica um aumento salarial de 20%, porcentagem considerada inviável pelas empresas. “A crise por que passa o país também afeta as concessionárias”, salientou.

Nesta segunda-feira, está prevista uma reunião entre os representantes do Sinetram, Prefeitura de Manaus e Sindicato dos Rodoviários, no Ministério Público do Trabalho (MPT), na qual serão discutidos os valores da data-base, afim de que um acordo seja firmado entre as entidades. Caso não haja uma definição, no próximo dia 11, está marcada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª Região, para que seja decidido o dissídio dos rodoviários.

No último sábado (30), o prefeito de Manaus, Arthur Neto e a procuradora chefa do Ministério Público do Trabalho, Fabíola Bessa e integrantes dos rodoviários estiveram reunidos para mediar um acordo da data-base entre a categoria e o Sinetram, que não enviou representantes.

“Não estivemos presentes, porque não houve intimação em tempo hábil para que pudéssemos participar. Mas esta semana, sentaremos com os outros representantes para definir a data-base. A princípio, o nosso objetivo é que tenha um acordo e que não seja necessário a intervenção da Justiça mais uma vez, o que pode sim ocorrer. Mas isso não é obrigatório, então vamos esperar o desfecho da reunião desta segunda-feira”, pontuou Borges.

 

Por Gerson Freitas

1 Comment

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  1. ROBERVALDO

    1 de maio de 2016 at 22:37

    ESSE SISTEMA RODOVIARIOS , NAO RESPEITA LEIS. TUDO POLITICAGEM

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