Esportes

Paraibanos perdem na final e mantêm sina de vices

 Alvinho e Vitor iniciaram a parceria aos 15 anos de idade- foto: William Lucas / Inovafoto/CBV


Alvinho e Vitor iniciaram a parceria aos 15 anos de idade- foto: William Lucas / Inovafoto/CBV

Os paraibanos Álvaro Filho e Vitor Felipe, ambos com 24 anos, amargaram mais uma prata na carreira. Desta vez no Pan de Toronto. Amigos desde a infância, eles perderam a decisão do vôlei de praia nesta terça-feira (20), para os mexicanos Rodolfo Ontiveros e Juan Virgen por 2 sets a 1 (parciais de 21/18, 13/21 e 8/15).

Ainda na fase de grupos, os brasileiros tinham batido esta mesma dupla do México por 2 a 0. Nesta terça, o jogo foi bem diferente.

No primeiro set, o duelo exigiu muito do canhoto Alvinho na defesa e do destro Vitor no ataque. E eles corresponderam: 21 a 18.

No segundo, os mexicanos conseguiram abrir vantagem no placar desde a metade do set e fecharam com tranquilidade em 21 a 13.

No tie-break, novamente equilíbrio em quadra. Mas uma sequência de erros no ataque, principalmente de Vitor, fizeram os mexicanos ficarem com o título.

Desde que o vôlei de praia entrou no programa do Pan, o Brasil sempre ganhou ao menos duas medalhas. Em Toronto, Lili e Carol Horta foram bronze. Com a prata de Alvinho e Vitor, o Brasil iguala a pior campanha, a de Santo Domingo, quando ficou com o terceiro lugar no feminino e o segundo no masculino. Aquele era até hoje o único Pan sem ouro das duplas brasileiras.

SINA DE PRATAS

Colegas desde os tempos de colégio em João Pessoa (PB), Alvinho e Vitor iniciaram a parceria aos 15 anos de idade.
Em 2009 e 2010, eles foram vice-campeões mundiais juvenil (sub-21) jogando juntos.

Depois se separaram, mas continuaram com a sina da prata. Vitor foi vice no Mundial sub-23 ao lado de Márcio Guadie. Alvinho, já entre os adultos em 2013, jogou com o campeão olímpico Ricardo e foi novamente prata em um Mundial.
Para disputar o Pan, eles abriram mão de duas importantes etapas do circuito mundial (no Japão e na Suíça), que valem pontos na corrida que classifica para a Rio-2016.

O Brasil tem duas vagas na Olimpíada. Uma para a melhor dupla no ranking olímpico no fim deste ano. Outra será por indicação da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei).

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir