Política

Para Serafim, governo não está dando importância à greve da Suframa

Serafim

Segundo o deputado estadual do PSB, a disposição do governo petista para conversar e resolver o problema é “zero, e cada decisão que toma é mais desastrosa que a anterior” – foto: divulgação

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) classificou, nesta sexta (19), como “lamentável” a falta de preocupação do governo federal em resolver os problemas na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

As declarações foram feitas pelo político, durante um almoço oferecido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), na sede da entidade, situada na avenida Djalma Batista, bairro Chapada, Zona Centro-Sul da capital.

“É lamentável essa greve que decorre da insensibilidade do governo federal a uma questão que se arrasta há anos. O que vemos do governo federal é que ele não dá nenhum aceno positivo, e não cumpre o que promete”, afirmou Serafim.

Até esta quinta-feira (18), em torno de 991 carretas, com aproximadamente 19,7 mil toneladas de mercadoria – o que equivale a R$ 347 milhões – estavam retidas à espera de liberação em virtude da greve dos servidores da autarquia, que estão trabalhando com apenas 30% do pessoal na operação.

“A disposição do governo federal para conversar e resolver o problema é zero, e a cada decisão que toma, é mais desastrosa que a anterior”, lamentou.

CBA e Inmetro

Serafim declarou ainda que a cada dia as decisões do governo federal são “uma surpresa”, e citou como exemplo a transferência da gestão administrativa do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) para ao Instituto Nacional de Metrologia, qualidade e tecnologia (Inmetro), formalizada em publicação do Diário oficial desta sexta.

Para o político, a mudança de controle – anteriormente a cargo da Suframa –, em favor de um órgão dedicado a fiscalizar questões da metrologia e sem vinculo com ciência e tecnologia, é uma “completa maluquice”.

O presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, também ressaltou que o governo federal não está se esforçando para resolver o problema da greve. “No momento em que o Brasil inteiro passa por crise, o governo federal fecha os olhos para o problema”, desabafou.

O presidente da CDL relembra ainda da sua preocupação com a falta de emprego no comércio, um problema decorrente da crise econômica e que vem se agravando com a greve da autarquia.

“Já tem lojista me ligando dizendo que não vai poder segurar funcionário, senão quebra. A forma vai ser a demissão”, concluiu.

Por Asafe Augusto (especial EM TEMPO online)

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