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Para polícia, prisão do filho de Zé Roberto é ‘baque’ na FDN; ele detinha a ‘logística’ dos crimes

Luciano era um dos foragidos da operação ‘La Mullara” deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2015 - foto: divulgação/PC

Luciano era um dos foragidos da operação ‘La Mullara” deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2015 – foto: divulgação/PC

A prisão de Luciano da Silva Barbosa, 27, filho do narcotraficante ‘Zé Roberto da Compensa’, foi um baque para a facção criminosa Família do Norte (FDN), da qual ele era o atual ‘líder’, segundo a Polícia Civil.

Luciano foi preso na noite dessa quinta-feira (15), no campo de futebol do Centro Social Urbano (CSU) do bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.

De acordo com o delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Luciano estava sendo monitorado desde de março desde ano.

“Estávamos acompanhando todos os passos dele, em todos os lugares que ele frequentava e ontem conseguimos prendê-lo durante um treino com os times que ele patrocinava. No momento da ação, os seguranças dele se evadiram do local. A operação foi bem tranquila, houve todo um planejamento. Podemos afirmar que a prisão de Luciano foi um duro baque no crime organizado”, disse o delegado.

O diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Juan Valeiro, também informou que a prisão de Luciano foi um grande baque para a FDN e que houve um planejamento de inteligência para chegar até ao traficante.

“O nosso planejamento de inteligência vem ocorrendo desde a operação ‘Nova aliança 1’, em julho desde ano. Na ocasião, adentramos o bairro da Compensa e lá colhemos vários elementos sobre o Luciano. Para efetuarmos a prisão, realizamos uma tática operacional, até porque têm muitos olheiros naquela região, então, qualquer pessoa que se aproximasse, ele já saberia com antecedência e empreenderia fuga”, contou Juan Valeiro.

Ele disse ainda que no campo de futebol onde Luciano estava havia várias rotas de fuga, porém, a ação da Polícia Civil foi cirúrgica, pois a equipe conseguiu manter o elemento supressa, tendo êxodo na ação. Não foi preciso efetuar nenhum disparo.

“Então ficou aí esse grande baque para o crime organizado, até porque a figura do Luciano era emblemática, pois assumiu a liderança da FDN no lugar do pai. Ele tinha todos os conhecimentos logísticos, por ele passava as ordens e autorizações das excursões que ocorriam na cidade”, falou.

Juan Valeiro ainda informou que as investigações irão continuar, pois ainda serão analisados vários elementos, entre eles os times de futebol que eram patrocinados com o dinheiro do tráfico e empresas que são usadas de faixada pela facção para lavagem de dinheiro.

“Vamos analisar o celular dele, ver como ele estava mantendo contato, porém, essas informações vamos manter em sigilo. No momento não podemos informar quem poderá assumir a liderança da facção, vamos ver como eles vão tentar se reestruturar agora”, concluiu o diretor do DRCO.

O delegado da Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), Mario Paulo Teles, que também participou da ação, explicou que como Luciano era um dos foragidos da operação ‘La Mullara” deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2015, ele será levado para a sede Superintendência Regional da PF, no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste.

Porém, antes de ser levado para a PF ele será flagranteado pela PC, devido a pistola de ponto 40 de uso restrito da Polícia Militar, que foi encontrada com ele. Também foram aprendido13 munições intactas e R$ 272 em espécie.

Por Mara Magalhães

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