Economia

Para Padilha, Temer vê com ‘bons olhos’ redução da taxa Selic

Padilha ressaltou que a equipe econômica não trabalha no momento com a possibilidade de novo contingenciamento - foto: divulgação

Padilha ressaltou que a equipe econômica não trabalha no momento com a possibilidade de novo contingenciamento – foto: divulgação

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quarta (20) que o presidente interino Michel Temer vê com “bons olhos” a redução da taxa Selic (taxa básica de juros da economia), mas que a palavra final é do Banco Central. Padilha também afirmou que o governo esgotará todas as alternativas para não haja novo contingenciamento (bloqueio) de recursos. As informações são da Agência Brasil.

“Se analisarmos todos os indicadores, vamos ver que os economistas do Brasil estão mostrando que teremos forçosamente uma queda nos juros. Também isso agrada ao presidente, e ele vê com bons olhos, se nós pudermos, mas teremos que respeitar por inteiro a autonomia do Banco Central, corresponder a essa expectativa, inclusive dos profissionais do setor. São os economistas e as agências de avaliação que estão dizendo que o juro vai cair. O presidente vê com muito bons olhos, mas a palavra final é do Banco Central”, reforçou Padilha, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Na noite desta quarta (20), será anunciada decisão sobre a taxa Selic, na primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) sob o comando do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central esperam pela manutenção da Selic em 14,25% ao ano, na reunião desta semana do Copom. Porém, até o final do ano, a expectativa é de redução da taxa básica. De acordo com as projeções, ao final de 2016, a Selic estará em 13,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é de mais cortes na taxa Selic, que encerrará o período em 11% ao ano.

Padilha ressaltou que a equipe econômica não trabalha no momento com a possibilidade de novo contingenciamento. “O governo trabalha nos seus limites mínimos, mas, por certo, temos gorduras em determinadas áreas em que pretendemos incrementar os trabalhos, fazer mais com menos. Isso seria fundamental para que não tivéssemos novos contingenciamentos. O governo esgotará todas as alternativas para não haja contingenciamento.”

Em reunião para discutir medidas de estímulo à retomada do crescimento econômico do país, o presidente interino Michel Temer e ministros analisaram nesta terça (19) cenários e números da economia. Temer determinou que o núcleo econômico volte a se encontrar em 15 dias.

O governo Temer trabalha com estimativa de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para 2016. A projeção supera o deficit de R$ 96,7 bilhões informado em março pela equipe econômica da presidenta afastada Dilma Rousseff.

Por Folhapress

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