Política

Para Gilmar Mendes, único ‘tropeço’ do impeachment foi fatiar votação

O ministro do Supremo comparou a situação à de Lula como não válida - Foto: Divulgação

O presidente do TSE se referiu à decisão de Lewandowski separar a votação em duas – Foto: Divulgação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, voltou a criticar nesta quinta-feira a atuação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski no dia da votação no Senado do afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Nesta quarta (27), falando a alunos de uma faculdade em São Paulo, Lewandowski classificou o impeachment como ‘um tropeço da democracia’. Instado a comentar a análise do colega, Mendes foi incisivo.

“Eu acho que o único tropeço que houve foi aquele do fatiamento (da votação do afastamento), no qual acho que teve contribuição decisiva do presidente do Supremo (Lewandowski)”, afirmou Mendes.

O presidente do TSE se referiu à decisão do colega de separar a votação em duas. Na primeira, os senadores decidiram pelo afastamento da petista. Na segunda, porém, a Casa estabeleceu que, apesar do impeachment, dele terias seus direitos políticos assegurados.

A declaração de Lewandowski foi registrada pela revista ‘Caros Amigos’, que publicou uma gravação de trechos de uma aula que o ministro deu na Faculdade de Direito da USP, da qual é professor titular.
Lewandowski, que presidiu o julgamento da ex-presidente no Senado, fazia considerações sobre a participação popular na democracia brasileira quando passou a falar sobre a deposição da petista.

“[Esse impeachment] encerra novamente um ciclo daqueles aos quais eu me referi. A cada 25, 30 anos, no Brasil, nós temos um tropeço na nossa democracia”, afirmou.

O ministro disse que o modelo do presidencialismo de coalizão, com a existência de vários partidos políticos – nesta quinta, são 35 registrados no Tribunal Superior Eleitoral- culminou no processo que cassou a petista.

Por Folha Press

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