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Para Arthur, Lula é a “pior coisa que a política brasileira já produziu”

Durante evento em Brasília, prefeito de Manaus fez críticas ao governo Dilma e Lula e disse que crise é culpa deles - foto: divulgação/Semcom

Durante evento em Brasília, prefeito de Manaus fez críticas ao governo Dilma e Lula e disse que crise é culpa deles – foto: divulgação/Semcom

Em Brasília para participar de uma reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros, com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e gestores de todo o país, o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), concedeu entrevista à revista ‘Veja’ e voltou a tecer críticas ao governo federal e administrações petistas da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Arthur, que era líder da oposição na época em que Lula era presidente, “a crise é herança da época do governo do ex-sindicalista e foi agravada pela gestão Dilma e que Lula é a pior coisa que a política brasileira já produziu. A crise econômica no país também foi um dos principais assuntos abordados pelo prefeito.

“Nós começamos um mergulho na crise agora e preços muitos dolorosos serão cobrados ao povo brasileiro. É uma crise econômica gravíssima, acompanhada de uma crise moral gravíssima. E as duas juntas são explosivas, uma crise política que está na rebeldia do Congresso, nessa coisa do próprio PT não se entender com o governo”, disse.

Para o prefeito, o Partido dos Trabalhadores não consegue se desligar de “teses atrasadas” na área de economia em nome de um apego ao social, que segundo ele, não é respeitado, pois, se fosse, não haveria Mensalão, Petrolão e outros escândalos de roubo e corrupção no governo.

Ainda com relação ao governo federal e os reflexos negativos da gestão econômica pelo país, Arthur criticou o inchaço da estrutura do governo, com 39 ministérios, e destacou como enxugou de 35 para 19 secretarias a estrutura da Prefeitura de Manaus.

“Gostaria de perguntar à presidente Dilma (Rousseff) se ela saberia me recitar sem gaguejar o nome dos seus 39 ministros. Eu não vejo nenhum resultado”, disse o prefeito.

Sobre a crise no Amazonas, o prefeito citou a situação do Polo Industrial de Manaus (PIM), que prevê cerca de 20 mil demissões ainda neste primeiro semestre.

“Manaus sofre duas vezes quando há uma crise no Brasil. Porque os clientes que compram os produtos da Zona Franca são daqui de São Paulo e do resto do Brasil. Nós crescemos bem mais que o Brasil quando está tudo bem e bem menos que o Brasil quando está tudo mal. Estou esperando um ano muito difícil”, disse Arthur.

Pacto Federativo

Durante a reunião onde os chefes de Executivos municipais foram levar suas preocupações com a necessidade de aumentar os recursos para as cidades e de rever as responsabilidades de cada ente da federação, o chamado Pacto Federativo, o prefeito Arthur Neto exigiu respeito ao povo manauense e um comportamento republicano por parte da presidente da República Dilma e dos demais integrantes do governo federal.

A cobrança foi feita no momento em que o tucano discursava durante um evento da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), ocorrido no salão Negro do Congresso, em Brasília, na manhã de ontem (17).

Arthur mencionou novamente as dificuldades de receber verbas não obrigatórias do governo e atribuiu a “perseguição” por parte de Dilma.

“Eu não vou mudar a minha personalidade, não vou ceder um milímetro na minha coerência, não vou perder, em nenhum momento, um pingo da minha altivez. Olhem as coisas complicadas que acontecem no Brasil. Para o inimigo eu não concedo nada, para o amigo eu concedo tudo, alguém que raciocina nesses termos acaba cometendo os deslizes que hoje ameaçam desestabilizar politicamente esse país”, encerrou o prefeito.

Por Helton de Lima (Jornal EM TEMPO) e assessoria

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