Mundo

Papa visita campo de refugiados em ilha da Grécia

Segundo a agência grega de refugiados, o papa levaria um grupo de refugiados com ele na viagem de volta ao Vaticano - foto: divulgação

Segundo a agência grega de refugiados, o papa levaria um grupo de refugiados com ele na viagem de volta ao Vaticano – foto: divulgação

O papa Francisco visitou neste sábado (16) a ilha grega de Lesbos para dar apoio aos milhares de refugiados detidos após a entrada em vigor do controverso acordo entre União Europeia e Turquia para conter o fluxo migratório no continente.

No que chamou de “viagem da tristeza” antes de sua chegada, o pontífice se encontrou com cerca de 250 detentos do campo de Moria -em sua maioria sírios que entraram com pedido de asilo na Grécia- e conheceu um grupo de menores que fizeram a travessia do mar Egeu desacompanhados. “Vocês não estão sozinhos”, disse Francisco em sua saudação. “Esta é a mensagem que desejo deixar a vocês: não percam a esperança!”

Segundo a agência grega de refugiados, o papa levaria um grupo de refugiados com ele na viagem de volta ao Vaticano, para marcar sua crítica à atual política europeia de fechar suas fronteiras. A TV estatal da Grécia disse que seriam dez pessoas (oito sírios e dois afegãos), mas o Vaticano ainda não havia confirmado a informação.

Os menores foram colocados na entrada de Moria, e algumas seguravam bandeiras da Síria. Ao lado do premiê grego, Alexis Tsipras, e do patriarca Bartolomeu, líder da Igreja Ortodoxa, o papa cumprimentou refugiados, que ficaram atrás de uma barreira de metal, e afagou o rosto de alguns crianças.

Tsipras disse a Francisco que “esta é a ilha que tem suportado todo o peso da Europa em seus ombros”. Dos cerca de 1,1 milhão de pessoas que chegaram ao continente no ano passado, 850 mil entraram pela Grécia, e a principal porta de entrada é Lesbos, por estar a menos de 30 km do litoral turco.

A Grécia tem hoje cerca de 53 mil refugiados vivendo em seu território, dos quais em torno de 5 mil chegaram após o dia 20 de março, data de início do acordo UE-Turquia, e estão retidos nas ilhas do Egeu. Pelo pacto, esse contingente está sujeito a ser deportado de volta para solo turco, mas tem direito a pedir asilo e, se for aceito, permanecer na Grécia.

As entidades de direitos humanos têm criticado as condições no campo de Moria. O acesso a jornalistas não é permitido, mas funcionários dessas organizações de ajuda afirmaram que, para a visita do papa, paredes foram pintadas, o sistema de esgoto foi reparado e dezenas de detentos foram transferidos para outro centro, que não será visitado pelo papa.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

Copyright © 2016 EM TEMPO Online. Todos Os Direitos Reservados.

Subir