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Palestinos deixam acordo para solução de dois Estados com Israel, diz Abbas

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse nesta quarta-feira (30) que seu governo não estará mais ligado ao acordo de Oslo, que cria as bases para a criação de um Estado palestino ao lado de Israel.

Na Assembleia-Geral da ONU, Abbas diz ter tomado a decisão porque Israel não cumpre com os termos do pacto, assinado em 1993. “Dado isso, não podemos continuar a ser os únicos fiéis a estes acordos”, disse Abbas.

“Israel deverá assumir todas as suas responsabilidades como um poder ocupante, porque a atual situação não pode continuar.”

Em 22 anos que o documento está em vigor, as duas partes não conseguiram formar o Estado planejado. Enquanto isso, as ações militares continuaram, assim como a expansão dos colônias judaicas em territórios palestinos.

Na terça (29), Abbas havia anunciado que faria um anúncio importante no discurso na ONU. A mensagem reflete a insatisfação dos palestinos com as negociações com Israel, cuja última tentativa foi paralisada em 2014.

Ao site Huffington Post, ele pediu que o processo fosse multilateral. “Não podemos negociar com um poder que tem este nível de controle e exibe tamanho desprezo pelos direitos e pela existência de nosso povo”, disse.

Antes do discurso, o movimento radical Hamas, que faz oposição ao Fatah de Abbas, pediu ao presidente palestino que cancelasse todos os tipos de cooperação e coordenação em segurança com Israel.

Segundo o porta-voz do grupo, Sami Abu Zuhri, os palestinos deveriam se unir para enfrentar as forças israelenses e garantir o controle dos territórios. Dentre eles, a mesquita de Al Aqsa, onde houve confrontos nos últimos dias.

Bandeira

O anúncio é feito no dia em que os palestinos hastearam pela primeira vez sua bandeira na sede da ONU em Nova York. A ação faz parte da campanha para que consigam o reconhecimento de seu Estado.

A Palestina foi reconhecida pela ONU como Estado observador não membro em 29 de novembro de 2012. Assim como na aprovação do status, Israel e Estados Unidos condenaram a cerimônia de hasteamento da bandeira.

Por Folhapress

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