Cultura

Palco do Teatro Amazonas recebe dia 21 o ‘quebra nozes’

O espetáculo – montado em comemoração aos 10 anos da companhia – invadirá o palco do Teatro Amazonas, dia 21 de outubro, às 20h- foto: divulgação

O espetáculo – montado em comemoração aos 10 anos da companhia – invadirá o palco do Teatro Amazonas, dia 21 de outubro, às 20h- foto: divulgação

O balé russo ‘O Quebra-Nozes’, que estreou pela primeira vez no final do século 19, em São Petersburgo, será adaptado pelos 150 bailarinos da Associação Belas Artes do Amazonas (Belarte), em Manaus. O espetáculo – montado em comemoração aos 10 anos da companhia – invadirá o palco do Teatro Amazonas, dia 21 de outubro, às 20h. A entrada é gratuita.

Os bailarinos embarcarão no mundo imaginário da menina Clara, que – junto ao seu boneco Quebra-Nozes – enfrenta um exército de ratos comandado pelo rei Rato. Após derrotar o ‘reino do mal’, o Quebra-Nozes transforma-se em um príncipe e ambos passeiam pela ‘Terra dos Doces’. A história se passa durante o Natal e baseia-se na versão de um conto de Alexandre Dumas, com música de Tchaikovsky.

“Como ‘O Quebra-Nozes’ tem uma temática bem conhecida e tem a ver com o Natal, era um sonho da Associação fazê-lo quando completássemos 10 anos, em comemoração. Graças a Deus, conseguimos montar e ainda no Teatro Amazonas, o que valoriza ainda mais”, explica a fundadora e diretora artística da Belarte, Carolina Soler.

Os ensaios coreográficos do grupo iniciaram em maio deste ano, contudo, a concepção do espetáculo, no que diz respeito à definição de figurino, às músicas e ao enredo, começou a ser desenrolada em fevereiro.
Os encontros para construção da coreografia são realizados no espaço que tem servido como sede da associação, a escola municipal João Braga, no bairro Nova Cidade, Zona Norte, todos os sábados e domingos. Conduzir 150 bailarinos com idades de 5 a 20 anos não é tarefa fácil. “É bem complicado (ensaiar todos os bailarinos) porque estão em níveis técnicos diferentes e, por isso, temos que adaptar muita coisa”, afirma Carolina.

Apesar da dificuldade em administrar bailarinos em idades e níveis tão distintos entre si, o trabalho promete surpreender a plateia. A promessa é de que as crianças ocupem o palco do Teatro Amazonas sem a presença dos professores. “É importante começar cedo, porque através da repetição eles poderão entrar no palco sem professor acompanhando. Assim eles não esquecerão os passos”, reforça.

A montagem foi construída a partir de verba federal e estadual. “Foi por meio do edital da SEC (Secretaria de Estado de Cultura) de Cessão de Uso, que conseguimos o Teatro. Como também somos Ponto de Cultura (que recebe recursos provenientes de convênio entre Ministério da Cultura e SEC), utilizamos uma parte dos repasses para filmagem, fotografia e figurino”, explica.

Belarte: 10 anos de sonhos realizados

Em 10 anos, já foram dez espetáculos montados pelo projeto, como ‘Colagens’, em 2006, ‘A Cartola Mágica’, em 2007, ‘As aventuras de Sininho em Hollywood’, em 2008, ‘Dorothy na Floresta Encantada’, em 2009, “A Volta ao Mundo em 80 sapatilhas”, em 2010, ‘Sherazade e as mil e uma noites’, em 2011, ‘Alice no País das Bailarinas’, em 2012, ‘Ballet Coppelia’, em 2013, ‘A Bela Adormecida’, em 2014 e ‘Um Pouquinho de Brasil’, em 2014/2015.

Neste período, a quantidade de bailarinos saltou de 80 para 150, que além desenvolver a coordenação motora, equilíbrio, flexibilidade, criatividade, musicalidade e espacialidade, também junto aos seus familiares têm a autoestima e autoconfiança resgatada.

Soler explica que o objetivo inicial era criar um projeto duradouro que realmente fizesse diferença e envolvesse os jovens. “A gente sabe que tem que abdicar muita coisa nos fins de semana no trabalho voluntariado. De qualquer forma, acompanhar o crescimento moral e intelectual dos jovens é um presente”, diz a fundadora.

Ela apontou que há no grupo jovens que participaram desde o primeiro ano de vida do projeto, em 2005. “Tem alunos que estão na faculdade, que dão aula em escolinhas, são pessoas de bem, que enxergam um futuro pela frente e que ocupam os fins de semana com o voluntariado. A gente tinha este foco de fazer um projeto que não fosse efêmero. Mas não tínhamos a expectativa que fosse durar 10 anos. A comunidade aceitou, houve grande procura de vagas e víamos que era um trabalho que poderia durar”.

Contudo, apesar de ter mudado a vida de muita gente, o projeto ainda carece de investimentos para continuar vivo. “Temos dificuldade de obter recursos financeiros, mas estamos focados na busca pela sede própria. Solicitamos o terreno da prefeitura duas vezes e foi negado”, ressalta a diretora da Belarte.

Além do verbas provenientes de editais de cultura, o projeto conta com o apoio de entidades como Rotary Club de Manaus, Blokus Construtora, Amazon Copy, Simplast e O Boticário.

Por Ive Rylo

1 Comment

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  1. Larissa

    10 de outubro de 2015 at 10:45

    Como obtenho ingressos para a assistir? Será na área interna do Teatro? Obrigada!

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