Dia a dia

Pais reivindicam a reabertura da ala de cardiologia pediátrica no Francisca Mendes

Pais de crianças com problemas no coração protestaram pela a reabertura a ala responsável pela cardiologia pediátrica - foto: Colaborador EM TEMPO

Pais de crianças com problemas no coração protestaram pela reabertura da ala responsável pela cardiologia pediátrica – foto: Colaborador EM TEMPO

Pais de crianças com problemas no coração protestaram, na manhã desta segunda-feira (10), na frente da ala responsável pela cardiologia pediátrica do Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), localizado na avenida Camapuã, bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus. De acordo com os manifestantes, o fato ocorreu devido a paralização nos atendimentos das crianças cardiopatas há cerca de duas semanas.

De acordo com a representante da Organização Não Governamental (ONG) ‘Pequenos Corações’, Lúcia Rocha, 33, mais de 60 crianças estão na fila para se submeterem a cirurgia. O Hospital Francisca Mendes é a única instituição de saúde que atende crianças cardiopatas.

“Em uma reunião soubemos que foram realizadas cinco cirurgias. Além disso, as crianças não estão bem, devido à falta de material para atendê-las, como: gazes, soros e dipirona. Ficamos sabendo que a intenção não é fechar o hospital, mas os médicos e enfermeiros não estão recebendo. E a demanda aqui é grande”, disse.

A autônoma Gisela Rocha, 32, tem uma filha de três anos que já passou por dois procedimentos cirúrgicos no coração. Ela contou que, no momento, a menina não necessita de cirurgia, porém, ressaltou a importância de se ter o serviço funcionando. Já que a filha precisa de um acompanhamento, por meio de consultas e exames.

“Estamos lutando para que as portas da cardiologia pediátrica sejam reabertas, porque é um serviço muito bom. E por falta de recursos e por tantos desvios de dinheiro, as portas estão fechadas. Não tem atendimento, não dá para fazer exame e nem consulta. Nossos filhos não podem ficar sem serviço”.

Segundo a assessora jurídica do HUFM, Tanize Doro, durante uma reunião interna foi repassado para as mães a real situação do hospital. Segundo ela, a verba é escassa e os recursos estão limitados. Tanize ressaltou que o hospital não fechou totalmente, mas estão atendendo apenas emergências e urgências. Além daqueles que já estão internados, seja de adulto ou criança.

“Por hora, não tem como pegar mais pacientes. As que foram operadas serão mantidas. Já protocolamos documento na Secretaria de Estado de Saúde (Susam) pedindo as providências necessárias para que se retome o serviço o mais breve possível. Não podemos parar porque somos o único hospital da rede e necessitamos do apoio da secretaria para funcionar”, afirmou.

Em nota, a Susam informou que o contrato para realização de cirurgias cardíacas no Hospital Francisca Mendes está sendo regularizado junto a Comissão Geral de Licitação (CGL). A previsão de finalização é na próxima semana.
Além disso, a compra de medicamentos e material cirúrgico é feita com recursos do governo federal. E, segundo a pasta, houve um atraso no repasse da verba, ocasionando a falta na unidade. A previsão é de regularizar a situação também na próxima semana.

Portal EM TEMPO

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir