País

País registra 102 mortes por complicações da gripe H1N1; SP lidera

O número de casos de síndrome respiratória aguda grave ligados ao H1N1 chegou a 686, aumento de 76% em relação ao registrado em todo o ano anterior, quando houve 141 registros - foto: divulgação

O número de casos de síndrome respiratória aguda grave ligados ao H1N1 chegou a 686, aumento de 76% em relação ao registrado em todo o ano anterior, quando houve 141 registros – foto: divulgação

O Brasil já registra 102 mortes por complicações da gripe H1N1. Em todo o ano passado, foram 36 registros.O Estado de São Paulo concentra a maioria das mortes por complicações da gripe, com 70 registros. Em seguida, estão Goiás (6), Santa Catarina (5) e Bahia (3), entre outros dez Estados, com dois ou um registro cada. Um dos óbitos, no entanto, é de um paciente que adquiriu o vírus fora do país, mas foi internado no Brasil.

O número de casos de síndrome respiratória aguda grave ligados ao H1N1 chegou a 686, aumento de 76% em relação ao registrado em todo o ano anterior, quando houve 141 registros.

Os dados são de novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde e foram contabilizados até o dia 2 de abril. Boletim da semana anterior apontava 444 registros até 26 de março – aumento de 54% no período.

São Paulo também lidera os registros, com 534 casos de síndrome respiratória grave, ou 78% do total. O quadro é caracterizado pela ocorrência de febre, tosse ou dor de garganta e pela dificuldade para respirar.

Outros 17 Estados apresentam registros de casos graves pelo vírus, mas em número menor. Entre eles, estão Santa Catarina (40), Paraná (21) e Goiás (12).

Em nota, o Ministério da Saúde informa que “está monitorando os casos de H1N1 nos Estados junto com as vigilâncias locais”.

Boletim aponta ainda que o H1N1 responde, neste ano, por 80% dos 854 casos de internações de pacientes por complicações da gripe. No ano passado, o vírus correspondia a 12% do total de casos de síndrome respiratória grave.

Vacinação

Segundo a pasta, os casos ligados ao H1N1 ocorrem fora do período esperado para o aumento de casos de gripe, previsto geralmente para o fim de abril e início de maio, com a chegada do inverno.

A preocupação com o registro de casos fora de época fez com que alguns Estados antecipassem a vacinação contra a gripe neste ano, prevista inicialmente para 30 de abril, para uma parte do público-alvo.

Em São Paulo, a vacinação de crianças, gestantes e idosos começou nesta segunda-feira (11). Em Goiás, o início da vacinação está prevista para o dia 12 em Goiânia e na região metropolitana.

Também decidiram antecipar as datas, mas para o dia 25, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. No Distrito Federal, a secretaria anunciou que irá iniciar a vacinação contra gripe nessa mesma data para crianças até seis anos e gestantes.

Já a campanha nacional está marcada para ocorrer entre 30 de abril e 20 de maio. Além do H1N1, a vacina contém cepas de outros dois tipos de vírus da gripe: H3N2 e influenza B.

Além da vacina, o Ministério da Saúde recomenda que sejam tomadas medidas de prevenção, como lavar as mãos com frequência e evitar locais com aglomeração de pessoas.

Registros

A notificação dos casos de gripe no país é feita por meio de dois tipos de monitoramento. Um deles é a vigilância sentinela, modelo que acompanha os tipos de vírus da gripe em circulação por meio de amostras coletadas de uma parte dos pacientes atendidos em hospitais de referência.

Hoje, não há uma notificação obrigatória de casos de gripe no país, devido à impossibilidade de registrar todos os casos, segundo o governo.

Um segundo monitoramento, assim, ocorre apenas para os casos graves, quando o paciente é internado com complicações dos sintomas.

A orientação é que todas as internações por esse motivo sejam informadas pelos hospitais às secretarias de saúde.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir