Cultura

Pais dividem com os filhos o gosto pelos universos dos super-heróis

O pai Elizandro e sua pequena Evelin se divertem com personagens da saga “Star Wars”, sobretudo com o temido Darth Vader- foto: Diego Janatã

O pai Elizandro e sua pequena Evelin se divertem com personagens da saga “Star Wars”, sobretudo com o temido Darth Vader- foto: Diego Janatã

Vestida com o uniforme rosa, escrito ‘A padawan do papai’, ela passa – entre uma soneca e outra – grande parte do dia entretida com a miniatura do sombrio Darth Vader e de outros personagens. Os sinais confirmam para nós, o que a pequena Evelin Damasceno, 1, já sabe: “A força nasceu com ela”. O pai dela, o jedi, digo, o empresário Elizandro Damasceno, 28, fã de Star Wars, vê crescer na filha a mesma paixão por super-heróis épicos e HQs, confirmando que “a saga continua” por gerações.

Fãs de histórias em quadrinhos, sagas de super-heróis, trilogias e séries de cinema, pais compartilham a “paixão geek” com os filhos de tenra idade.
Presentear a filha recém-nascida com um boneco do Darth Vader é, no mínimo, inusitado. O brinquedo foi dado no Dia das Crianças de 2014, exatos 85 dias após o nascimento da herdeira. “Eu colocava o boneco na cadeirinha e ela olhava estranho, depois começou a brincar. Mandei uma foto no grupo da família pelo WhatsApp e as avós quase que me crucificaram. Perguntaram que boneco preto era aquele que eu tinha dado para minha filha”, diverte-se Elizandro.

Apesar de causar estranheza nas avós, o boneco e seu sabre-de-luz, caiu no gosto da pequena “padawan”, que vibra quando o pai põe em exibição a série de Guerra nas Estrelas. “O que ela assiste muito e ri é “Star Wars, a batalha dos clones” que está em exibição no (canal fechado) Cartoon. Ela acompanha mais que o Dragon Ball”, diz.

Após aprovar a série “Star Wars”, Evelin participa de um “intensivo”, onde conhece os super-heróis criados a partir do século 20. De segunda a sexta-feira das 8h às 18h, a menina acompanha o pai no trabalho, uma espécie de “parque de diversões” para ambos.

A “batcaverna” onde a dupla convive a maior parte do tempo é a loja Tururi Super Hero, criada há 2 anos por Elizando, no conjunto Ajuricaba. Lá, o empresário transforma a paixão de infância em uma fonte de renda.

No espaço ele oferece matéria-prima para que os heróis voem das revistas e telas para dentro da casa dos fãs, vendendo camisetas, revistas, buttons, canecas e miniaturas de super heróis e personagens de filmes, desenhos e séries. “A mãe dela trabalha o dia inteiro fora. Então ela passa o dia comigo e vai crescendo neste universo de super herói. É bom que temos uma proximidade maior”, explica.

Lá, a menina começa a conhecer os heróis favoritos do pai, seja da Marvel ou da DC Comics, as arquiinimigas editoras norte americanas criadoras dos mutantes ou meta-humanos mais famosos do mundo. “Na loja tem um painel com os principais super heróis da Marvel e da DC, estão todos misturados. Ela gosta do painel porque é muito colorido. E passa o dia comigo”, diz.

Por Ive Rylo

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