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Pais de alunos denunciam irregularidades no Cmei do Santo Antônio

os alimentos estão estragando rapidamente, devido à armazenagem inadequada - foto: Cecília Siqueira

os alimentos estão estragando rapidamente, devido à armazenagem inadequada – foto: Cecília Siqueira

Pais de alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Jean Piaget, localizado na rua Lauro Bitencourt, bairro Santo Antônio, Zona Oeste de Manaus, denunciaram na manhã desta quinta-feira (28) à equipe do EM TEMPO Online o mau condicionamento da merenda escolar, comercialização de apostilas, falta de segurança na cozinha e falta de manutenção na estrutura da unidade.

De acordo com o operador de empilhadeira Herivan da Silva Gomes, 35, pai de uma aluna do 2º período, os alimentos estão estragando rapidamente, devido à armazenagem inadequada. O pai relatou ainda que a gestora da escola vende apostilas e carteiras de identificação, aos valores de R$ 5 e R$ 20 reais, respectivamente.

“A válvula da botija de segurança está quebrada, além de que elas estão empilhadas. A mangueira do gás passa por dentro do armário, onde se guarda a comida. É uma falta de segurança. Nós queremos providências, pois nossos filhos correm perigo dessa forma”, disse Gomes.

Herivan Gomes contou ainda que há pacotes de feijão e arroz vencidos juntos com alimentos que ainda não alcançaram o prazo de validade, mas que estão em mau estado de conservação, além de verduras e frutas em sacos pelo chão, alguns estragados no refeitório da escola. A falta de limpeza também é outra queixa.

A má armazenagem e falta de organização no depósito de merenda, segundo Herivan, acontece porque, supostamente, o Cmei recebe uma demanda maior de alimentos do que a escola realmente necessita, pois a unidade possui apenas seis turmas, entre maternal, 1º e 2º períodos.

“A Semed ainda disse que a escola não recebe alimentos em quantidade superior as demais unidades da rede, o que ocorre é que a mesma possui parceria com o projeto Mesa Brasil, do Sesc, e recebe doações de alimentos regularmente. Em relação as botijas, a secretaria comunica que não estão mais com a válvula quebrada, pois como informado anteriormente, as fotos são do início do mês passado”.

“Quanto a cobrança dos valores pelas carteirinhas de identificação e apostilas de estudo, a Semed informa que foi feita reunião com os pais e responsáveis pelos alunos da unidade e os mesmos concordaram com a cobrança. A carteirinha é mais uma medida de segurança adotada pela escola, que além de identificar o aluno, informa com quem pode sair da unidade de ensino. Quanto às apostilas de estudo, são mais um suporte pedagógico e não é obrigatória a aquisição. Toda reunião foi registrada em ata e consta a assinatura de todos os participantes”, concluiu.

Por Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

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