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Pai de bebê jogado no rio tem a prisão temporária decretada

Josias ainda não foi localizado pela polícia - foto: divulgação

Josias ainda não foi localizado pela polícia – foto: divulgação

O canoeiro Josias de Oliveira Alves, 29, suspeito de ter jogado o próprio filho de apenas quatro meses no Rio Negro, na noite da última sexta-feira (14), teve a prisão temporária decretada pela juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri do Amazonas, na manhã desta terça-feira (18).

De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ivo Martins, a versão da mãe da criança, Cleudes Maria Batista de Moraes, 22, apresenta inconsistências. Por conta disso, o canoeiro precisa ser localizado para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Ainda conforme Martins, Josias não possui antecedentes criminais, ao contrário de Cleudes Maria, que já tem passagem na polícia por ameaça.

O delegado também informou que a mãe do menino foi convocada para prestar depoimento sobre o ocorrido, porém, ela não compareceu à delegacia e isso a coloca como suspeito, visto já que não existem indícios que confirmem a versão contada por ela.

Segundo o titular da DEHS, os detalhes apontados por Cleudes Maria são contraditórios. Ele salientou que a polícia investiga o fato da mulher, após nadar por horas até à margem do rio, ter efetuado ligações do próprio celular para os familiares e para a polícia, além da documentação portada por ela não apresentar sinais de umidade.

A autoridade policial ressaltou ainda que testemunhas estão sendo solicitadas para auxiliar nas investigações.

Inconsistências

Segundo Josenilda Oliveira, 24, irmã de Josias, ele é inocente. Ela afirma que o irmão sempre foi muito carinhoso e atencioso com o menino, além de ajudar financeiramente com as despesas.

Para ela, a ex-cunhada matou a criança e está tentando incriminar Josias, pois ele seria incapaz de cometer tal ato hediondo contra o próprio filho. Ela também acredita que Cleudes possa estar envolvida no desaparecimento do irmão.

Josenilda ainda conta que a relação entre o casal era bastante conturbada, pois Cleudes sempre foi muito ciumenta e ameaçava matar Josias, caso ele a deixasse.

Entenda o caso

O fato aconteceu por volta de 21h da última sexta-feira (14), nas proximidades do porto do São Raimundo, Zona Oeste da capital. Segundo relatos da mãe da criança, ela teria ido ao local para cobrar do ex-companheiro a pensão do filho.

Na ocasião, Josias teria convencido Cleudes a entrar em uma canoa junto com o menino e, após uma calorosa discussão entre os dois, ele tentou asfixiá-la. Como não conseguiu, jogou-a nas águas e, em seguida, atirou o bebê no rio. Cleudes, no entanto, conseguiu nadar até à margem, onde pediu ajuda à polícia.

Desde então, o Corpo de Bombeiros tem realizado buscas incessantes pela criança.

Josias ainda não foi localizado pela polícia. O caso foi registrado como homicídio doloso no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o delegado plantonista, Carlos Rufino, disse que a mãe é natural do município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), e que ela veio à capital em busca da pensão para o menino.

Por Narel Desiree

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