Esportes

Pagamento suspeito a Platini não teve contrato assinado, diz jornal

O pagamento de 2 milhões de francos suíços (R$ 8,3 milhões) ao candidato à presidência da Fifa Michel Platini, em 2011, não teve um contrato assinado, de acordo com informação publicada pelo jornal britânico “The Guardian” neste domingo (11).

Segundo fontes com conhecimento do pagamento, a versão de Platini e do presidente da Fifa, Joseph Blatter, para os investigadores é de que o acordo foi firmado oralmente. Para os cartolas, o pagamento se refere a serviços prestados pelo francês à Fifa entre 1999 e 2002.

Há suspeitas das autoridades de que o valor pago a Platini seja irregular. O pagamento, inclusive, foi um dos fatores que motivou a abertura de ação criminal contra Blatter pela Procuradoria-Geral da Suíça, em 24 de setembro.

De acordo com o “The Guardian”, o caso possui outra irregularidade. A lei suíça limita a cinco anos o prazo para pagamento por serviços prestados. Platini recebeu o valor nove anos depois.

Após a abertura de ação contra Blatter, o francês disse que o atraso para receber o valor aconteceu devido à incapacidade da Fifa de pagá-lo em dia.

Suspensão

O Comitê de Ética da Fifa anunciou na última quinta-feira (8) que suspendeu das atividades do futebol o presidente da entidade, Joseph Blatter, e o presidente da Uefa, Michel Platini, por 90 dias.

Com a decisão, eles não podem, em tese, participar de reuniões e eventos em nome das entidades que representam.

De acordo com as regras do Comitê de Ética, há um prazo de dois dias para apelação, sem direito a efeito suspensivo da decisão tomada. O prazo de 90 dias, prorrogável por mais 45, é o máximo previsto.

 

Por Folhapress

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