Política

Pagamento da taxa voucher paga pelos taxistas vai ser regulamentado em lei municipal

O valor da taxa voucher (pagamento antecipado dos boletos) paga pelos taxistas às cooperativas de rádio-táxi vai ser regulamentada, por meio de lei, cuja proposta vai ser encaminhada para aprovação pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) na próxima semana. Foi o que garantiu, na manhã desta quinta-feira (1), o presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, durante reunião com a categoria, na sede do Poder Municipal, presidida pelo vereador Álvaro Campelo (PP).

Álvaro Campelo, que busca entendimento entre a classe e as empresas de rádio-táxi, no sentido de reduzir o valor cobrado no percentual dos serviços de voucher, atualmente de até 17%, agendou para o dia 26 de outubro, às 14h, uma audiência pública, para ser debatida a questão.

Pedro Carvalho explicou que o Projeto de Lei do Executivo Municipal possui vários pontos, e um deles é a questão da cobrança do boleto para o taxista. “Como eles querem receber o valor antecipado, as empresas descontam uma taxa muito alta”, argumentou ele.

A proposta da SMTU, segundo ele, é a de que seja cobrado o equivalente a taxa de empréstimos de bancos do Governo, mais 2%. “Com isso a taxa cai bastante e os dois lados não ficam prejudicados”, disse, ao defender que a proposta é boa, porque a lei não é rígida e a taxa bancária de empréstimos gira em torno de 7% ao mês. O total do pagamento da taxa, por esses cálculos estimados, ficaria em torno de 9%, como ressaltou Carvalho.

O presidente da SMTU ressaltou, ainda, que a taxa de juros bancários também não é fixa. “Quando os juros caem, a taxa também cai”, afirmou Pedro Carvalho, ao assegurar que esse tipo de coisa não dá para fixar um percentual. “Deve ser de acordo com a taxa de mercado”. Segundo ele, os 17% hoje pagos pelos taxistas vêm de um acordo anterior, e muitas vezes esses acordos não são respeitados. “A lei já está pronta, o prefeito anunciou na semana passada”, argumentou.

A proposta, como assegurou o presidente da SMTU ao vereador Álvaro Campelo, deve chegar à Câmara já na próxima semana. Essa lei, conforme o vereador, irá regular toda a relação entre associações, empresas prestadoras de serviços, cooperativas e os taxistas. “Vamos debater essa questão no dia 26 de outubro. É mais uma oportunidade dos taxistas e as pessoas que administram as empresas, discutir e debater de forma altiva e respeitosa, verificando ambos os lados. Há interesses divergentes, mas queremos chegar a um acordo que seja bom para todos”, disse.

Além do pagamento do voucher alto, os taxistas ainda pagam às empresas de rádio-táxi, uma taxa semanal de R$ 70 pelos serviços prestados. “Os taxistas estão ficando apertados, tem que reduzir esse valor. Algumas empresas cobram até 25% pela antecipação do boleto”, disse o presidente da Associação dos Taxistas, Luiz Augusto Lins.

Os taxistas querem a redução desses valores, conforme também defendeu o representante da União dos Taxistas de Manaus, José Pinheiro da União dos Taxistas de Manaus. Ele acredita que o ideal seria essa taxa cair para 7%.

A redução da cobrança de valores abaixo de 17%, entretanto, pode inviabilizar as cooperativas de rádio-táxi, como atesta um dos sócios da Tucuxi Rádio-Táxi, o taxista Willian Dias. Segundo ele, os encargos pagos pelas empresas são altos e ainda têm que arcar com os serviços administrativos de todo o seu funcionamento. “Só se o taxista arcar com todas as despesas relativas ao funcionamento da cooperativa ou então montar sua própria cooperativa”, disse ele, assegurando que também é taxista e sabe hoje os custos para manter uma empresa desse serviço no mercado.

A vereadora Rosi Matos (PT) esteve na reunião, mas precisou se ausentar, deixando, entretanto, seu apoio aos taxistas.

Com informações da assessoria de comunicação

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