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Orquestra de Câmara toca peças do Modernismo, em Manaus

A apresentação desta terça-feira da Orquestra de Câmara do Amazonas terá uma hora de duração e entrada gratuita para o público - foto: divulgação

A apresentação desta terça-feira da Orquestra de Câmara do Amazonas terá uma hora de duração e entrada gratuita para o público – foto: divulgação

O palco do Teatro Amazonas recebe, na noite desta terça-feira (29), a partir das 20h, o concerto ‘Ramificações’, realizado pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura. O concerto tem duração de uma hora e entrada gratuita.

Sob execução da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), o espetáculo tem a regência do maestro Marcelo de Jesus, e inicia com a obra “Cantus in memoriam Benjamin Britten”, de autoria do estoniano Arvo Part. Escrita no ano de 1977, a obra é parte de um estilo peculiar de Part chamado tintinnabulum, onde o autor constrói a peça a partir de um material primitivo, com poucos elementos e uma tonalidade específica. A obra é um cânon em lá menor para orquestra de cordas e sinos, e foi composta em homenagem ao autor inglês Benjamin Britten, falecido em 1976.

A segunda peça a ser apresentada é ‘Ramifications’, escrita pelo húngaro Gyorgy Ligeti em 1968 e apresentada pela primeira vez em 1969. A obra, dedicada a Serge Koussevitzky e sua esposa Natalia, é executada por um grupo composto por 12 instrumentos de corda solistas, divididos em dois grupos. No grupo um, quatro violinos, uma viola e um violoncelo. Já no grupo dois, três violinos, uma viola, um violoncelo e um contrabaixo.

A última peça a ser apresentada é a “Suíte em Estilo Antigo”, do austríaco Arnold Schönberg. A peça foi composta em 1934, logo após a chegada do autor a Los Angeles (EUA), fugindo do regime nazista em crescimento na Alemanha. A obra foi encomendada por um jovem estudante da Universidade de Nova York, Martin Bernstein, que pediu uma obra para ser executada por estudantes da universidade. A suíte, na tonalidade de sol maior e dividida em cinco movimentos, foi a primeira peça de Schönberg no Novo Mundo.

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