Dia a dia

Órgãos traçam estratégias de combate ao Zika vírus em Manaus

Técnicos da FVS e demais órgãos de saúde discutem as ações de monitoramento e combate do Zika vírus – foto: divulgação

Técnicos da FVS e demais órgãos de saúde discutem as ações de monitoramento e combate do Zika vírus – foto: divulgação

Após registrar o primeiro caso do Zika vírus em Manaus, no final de outubro, conforme exames feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e a Fundação de Medicina Tropical (FMT) colocaram todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) em alerta.


Conforme o diretor-presidente da FVS-AM Bernardino Albuquerque, a intenção é prevenir uma possível contaminação da doença em Manaus. As medidas foram anunciadas ontem durante uma reunião envolvendo técnicos dos órgãos de saúde, em que foram definidas estratégias de monitoramento de pacientes.

A preocupação com a doença se dá em virtude dos altos índices da doença registrados em todo o Brasil, que conforme o Ministério da Saúde, pode estar relacionado aos novos casos de bebês com microcefalia.

Segundo Albuquerque, além das unidades de saúde, o hospital 28 de Agosto, o pronto-socorro da Criança da Zona Oeste, o hospital Adventista e a Fundação Tropical já estão operando como unidades-sentinelas no monitoramento da doença. As maternidades, salientou ele, passarão a ser um dos focos principais das ações realizadas no combate à febre Zika.

A medida será acompanhada desde a realização do pré-natal até o nascimento da criança, com o objetivo de estudar a possível relação do vírus com a microcefalia, já que até o momento não existe nenhuma comprovação científica para tal ligação.

Ainda segundo Bernardino, essas ações visam também detectar precocemente, qualquer situação anormal de nascimento de criança na capital. Para ele, é importante a vigilância e a participação de todos os agentes de saúde, principalmente de todos os obstetras.

“Nós do Amazonas, estamos numa situação muito boa para estudar melhor essa possível relação do vírus com a microcefalia, pois até agora não existe nada que comprove essa ligação. Entretanto, existe uma hipótese e nós temos que levar em consideração, e é isso que estamos fazendo em parceria com a Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) e todos os profissionais da área de saúde”, pontuou.

Análises
Ele chamou a atenção para o fato de quê no Amazonas, ainda não existe um exame sorológico para revelar um diagnóstico preciso, de uma população maior. Atualmente, o material coletado nas unidades-sentinelas, na medida que o paciente apresenta uma suspeita da doença, é enviado à Fiocruz, que vem prestando apoio no diagnóstico molecular.

Cuidados
De acordo com Albuquerque, a população deve ficar atenta aos sintomas da doença que é transmitida pelo mesmo vetor da dengue e da febre chikungunya, o mosquito Aedes aegypti. Segundo ele, mesmo sendo brando, os sintomas da doença podem variar, apresentando desde estado febril até manchas pelo corpo.

Por Gerson Freitas

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir