Sem categoria

Órgãos se articulam para combater as invasões em Manaus

A discussão será amplamente debatida em uma audiência pública, com data a ser marcada, pelo vereador Everaldo Farias (PV) - foto: divulgação

A discussão será amplamente debatida em uma audiência pública, com data a ser marcada, pelo vereador Everaldo Farias (PV) – foto: divulgação

A articulação organizada dos grupos que promovem ocupações irregulares em Manaus parece se sobrepor a ação dos órgãos fiscalizadores, por questão de contingente. A falta de efetivo foi apontada como uma das principais causas que dificultam a fiscalização dos órgãos em áreas verdes, áreas de preservação permanente ou mesmo propriedades privadas da capital, durante uma reunião realizada na manhã de ontem, entre representantes da Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias (VEMAQA), parlamentares e órgãos de defesa ambiental municipal e estadual, na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

A discussão será amplamente debatida em uma audiência pública, com data a ser marcada, pelo vereador Everaldo Farias (PV), presidente da Comissão Permanente da Amazônia e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Manaus (COMVIPAMA), da casa legislativa.

Algumas propostas apontadas pelo juiz titular da VEMAQA, Adalberto Carim Antônio, foram a formação de um “Fórum Permanente” e de um “Pac Ecológico”, para reunir em um mesmo espaço todos os órgãos ambientais. “Isto é para que sejam debatidas estas questões e centralizadas forças. Haveria uma estrutura física com todos os órgãos num mesmo local, para facilitar inclusive a vida do cidadão. Às vezes, o cidadão comum quer denunciar alguma coisa ou o empresário regularizar o trabalho e não sabe para onde vai. Este PAC facilitaria muito”, afirmou.

Contingentes 

O Batalhão de Policiamento Ambiental conta hoje com 90 policias para atuar em demandas existentes em todo o Estado do Amazonas. De acordo com o major Renato Luiz Bezerra, este contingente é distribuído para atender solicitações tanto no sul do Amazonas, na tríplice fronteira, bem como demandas de órgãos parceiros para coibir extração irregular de madeira, caça de animais silvestres e invasões em áreas proibidas.  “Estamos com a capacidade operacional reduzida, esperamos superar isto num futuro próximo”, observou.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) possui apenas 15 fiscais para atuar em todo o Estado. De acordo com a representante do setor de fiscalização do Instituto, Angela Lúcia Tavares, em muitos casos, os fiscais não conseguem realizar o trabalho, porque são ameaçados pelos ocupantes, como ocorreu recentemente na comunidade “Cidades das Luzes”, no bairro Tarumã, zona Oeste. “Foram duas fiscais mulheres, que foram impedidas de entrar para realizar o trabalho. Depois voltaram outros fiscais que foram ameaçados. É um trabalho difícil para o órgão ambiental, porque são poucos fiscais, temos 15 para o Estado inteiro. É uma situação difícil porque envolve questão social, econômica, ambiental. Se não for feito o trabalho em conjunto, realmente é como ‘enxugar gelo’”, disse Tavares.

De janeiro a outubro de 2015, foram registradas 45 novas invasões. Em 2014, foram registradas 150 ocupações, incluindo neste montante as reincidências. “Houve locais em que fizemos a retirada dos ocupantes cinco vezes. Retiramos e eles retornam nos fins de semana ou feriados. No conjunto Cidadão 5, retiramos semana passada e neste feriado do ‘Dia dos Finados’, ficamos sabendo que eles retornaram. É um processo célere e muito dinâmico”, afirmou o secretário da Semmas, Itamar Oliveira Mar.

Cidade das Luzes

Uma das mais recentes ocupações irregulares que tem composto as estatísticas, é a Cidade das Luzes. A comunidade já possui cerca de 6 mil residências construídas há dois anos, quando o local começou a ser habitado, no bairro Tarumã, Zona Oeste.

Membros da comunidade participaram da reunião na CMM, e protestaram quando as autoridades responsáveis pela fiscalização apontaram que tem sido impedidas de entrar na área. Um dos membros, Mauricio Medeiros, negou que a comunidade tenha dificultado o trabalho dos órgãos ambientais. “Vou me retirar porque não suporto inverdades”, disse.

Na última semana, os ocupantes acamparam em frente à sede do governo, em busca de conquistar a documentação de posse definitiva dos terrenos.

Por Ive Rylo

3 Comments

3 Comments

  1. MARTA

    6 de novembro de 2015 at 12:38

    Essas invasões são incentivadas por comunistas, que querem criar o caos na sociedade, jogar uns contra outros, destruir a familiar, drogar os jovens, molestar as crianças… acordem, lutem pelo futuro de seus filhos, lutem pelo voto no papel e jamais apoiem que defende o comunismo.

  2. Joab

    6 de novembro de 2015 at 06:30

    Invasão na Amazônia, quer seja por Nativos ou Estrangeiros, é questão de SEGURANÇA NACIONAL. Necessita de atenção especial de todos os Governos, inclusive o Federal.

  3. Joab

    6 de novembro de 2015 at 06:29

    Usem as tecnologias disponíveis em seu favor, tais como: Câmeras de monitoramento próximo às entradas das áreas invadidas; Solicitem com urgência nosso Registro Civil (RIC) pra facilitar a identificação e ponham controle de acesso em determinados locais, um piloto (uma maquininha colhendo impressões digitais de quem entra e sai em alguns bancos, shoppings, lojas, bares; Grampos nos celulares suspeitos). O povo, de modo geral, é indouto, ou seja, não tem capacidade de se organizar para esses atos (precisam de suporte, alimentos, cobertores…enfim, e ‘alguéns’ banca tudo isso).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir