Dia a dia

Órgãos governamentais cumprem desocupação de invasão no Tarumã

reintegração

Um dos moradores afirma que acordou assustado com o barulho das maquinas derrubado as casas – foto: divulgação

Órgãos das esferas estadual e municipal realizaram, na manhã desta terça-feira (6), uma operação de demolição e retirada de mais de 250 edificações em uma ocupação irregular, em um terreno localizado no bairro Tarumã, nas proximidades da Cachoeira Alta, na Zona oeste de Manaus.


A atividade foi coordenada pelo Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas no Estado (Gipiap), que é composto por várias instituições governamentais ligadas à área de habitação e terras.

A área, ocupada indevidamente com mais de 250 barracas e demarcações de lotes, pertence ao Estado, porém estava sendo vendida irregularmente por terceiros com preços entre R$ 2 mil e R$ 25 mil. “Com base nas nossas análises técnicas, nós constatamos que alguém havia se apropriado indevidamente de um espaço pertencente ao Estado e ainda por cima estava vendendo e loteando esse espaço. A partir daí, iniciamos nossa operação”, explicou o membro do Gipiap, Adriano da Silva.

Apesar de demarcadas, as diversas estruturas no local não estavam sendo habitadas. “Esta é a quinta vez que a gente vem aqui e conversa com essas pessoas para informar sobre a irregularidade desta ocupação e já percebemos que ninguém mora nesses barracos. Foi verificado que as pessoas ficavam pelo período do dia para demarcar território. À noite, elas retornavam às suas casas”, completou Adriano.

Com a demolição das estruturas e retirada dos invasores, o terreno de 376.468,49 metros quadrados, será monitorado constantemente pela polícia. A operação contou com o apoio do Batalhão Ambiental da Policia Militar, Delegacia do Meio Ambiente (Dema) e Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e Força Tática.

Além da irregularidade na ocupação, no local, que é uma Área de Proteção Ambiental (APA), foram registradas diversas agressões contra a natureza como queimadas e desmatamento.

Com a presença dos policiais civis da Delegacia do Meio Ambiente, sete pessoas encaminhadas ao 23º Distrito Integrado de Polícia, no Parque Dez de Novembro, Zona centro-sul. “Essas pessoas estavam causando danos à unidade de conservação e foram trazidas aqui para prestar esclarecimentos sobre os mesmos. Em parceria com a perícia técnica vamos elaborar um laudo e com base nele vamos poder mensurar a ação do homem no local e responsabilizar os culpados”, explicou o delegado da Dema, Marcos Graciano.

Moradores foram enganados

Segundo os moradores um homem, de nome não revelado, havia dito que o terreno era particular e passou a vender cada lote de 8 metros por 6 metros. Ele pedia entrada de R$ 2 mil e as parcelas de R$ 500.

Um dos moradores, o industriário, Jose Carlos, 28, ficou assustado com a situação, pois, ele afirma que foi pego de surpresa. “Eu estava dormindo quando um caminhão chegou derrubando a minha casa.  Comprei o meu terreno há um mês, pelo valor de R$ 23 mil, dei três mil de entrada e parcelei o resto em parcelas de R$ 500”, lamenta o industriário.

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