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Órgãos estão desatentos para um ‘Black Fraude’ no Amazonas

Procons estadual e municipal ainda não apresentaram nenhuma iniciativa para combater possíveis maquiagem de promoções- foto: divulgação

Procons estadual e municipal ainda não apresentaram nenhuma iniciativa para combater possíveis maquiagem de promoções- foto: divulgação

A 16 dias de uma das maiores campanhas promocionais do comércio brasileiro, batizado como Black Friday, os órgãos de defesa do consumidor amazonense ainda não apresentaram nenhuma iniciativa de combate a possíveis fraudes nos preços promocionais. Em Manaus, e em todo o país, a campanha está agendada para o próximo dia 27. Em alguns centros comerciais a campanha será estendia por mais dias, enquanto outros negócios oferecem descontos para todo o mês de novembro.

Atraente por oferecer até 70% de descontos em produtos como eletrônicos e confecções, por exemplo, o Black Friday, virou nos últimos anos, em algumas capitais brasileira, alvo de denúncias de consumidores que foram lesados na hora da compra. A internet por sua vez é a grande vilã das reclamações que giram em torno da campanha.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Anselmo Evangelista, observou que infelizmente no Brasil as outras edições da campanha foram maculadas por várias ações irregulares, principalmente na internet. “Enquanto nos Estados Unidos os descontos são verdadeiros, no Brasil alguns grupos empresariais majoraram preços de muitos produtos e na data da Black Friday o preço era até maior que o anterior a majoração”, disse.

Os riscos de ser enganado no Black Friday, segundo Evangelista é geralmente das pessoas que se levam pela emoção de uma campanha de descontos. “Tem pessoas que são compulsivas por promoções e sempre acham que vão sempre um bom negócio. Mas, é necessário pondera e avaliar se realmente tem necessidade daquilo que vai comprar”, orientou.

Na falta de uma iniciativa que combata possíveis fraudes e oriente, o economista disse que o próprio consumidor pode ajudar a descobrir as promoções maquiadas. Ele sugeriu que quem esperar pelo Black Friday para comprar determinado produto, que faça a pesquisa nas lojas do seu interesse pelo menos uma semana antes. “A forma mais prática de combater é cair em campo para fazer a pesquisa e depois denunciar se a promoção não for verdadeira”, apontou.

On-line

Com a expectativa dos varejistas de todo o país de faturar R$ 978 bilhões na edição deste ano, em 2014, no e-commerce o site Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br) registrou, aproximadamente, 12 mil reclamações de consumidores insatisfeito com o sistema e a credibilidade do Black Friday.

Entre as principais queixas relatadas pelos consumidores estão a falta de estoque dos produtos com 46%, maquiagem de preço com 2% e 1% relacionado a lentidão e dificuldade para acessar os sites das empresas. Já os produtos ou serviços anunciados indisponíveis, sites intermitentes (falha na página), e mudança de preço na finalização da compra, também registraram altos índices de reclamações e alcançaram a casa dos 76% das demandas registradas.

Procurados pela reportagem, o Procon Amazonas e Procon Manaus não souberam informar se haverá alguma ação nos próximos dias para garantir os descontos aos consumidores e impedir que fraudes aconteçam, durante a campanha.

Por Emerson Quaresma e Gerson Freitas

 

 

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