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Órgão dos EUA sabia de planos de fuga de traficante mexicano, diz agência

A Agência Antidrogas dos EUA (DEA, sigla em inglês) sabia de um outro plano de fuga do líder do Cartel de Sinaloa, Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pela agência Associated Press.

O traficante fugiu no sábado (11) da prisão de segurança máxima de El Altiplano, a 90 km da Cidade do México. ‘El Chapo’ usou um buraco no box do banheiro para acessar um túnel de 1,5 km que o levou para fora da cadeia.

A DEA, porém, não detectou a intenção de fugir por um túnel. A intenção era fazer um plano similar ao da primeira fuga, em 2001, em que o traficante pagou propina a carcereiros e policiais mexicanos.

Documentos da agência mostram que a primeira etapa do plano ficou conhecida em março de 2014, um mês depois da prisão do traficante. Os membros do cartel pretendiam subornar os agentes penitenciários de El Altiplano.

Quatro meses depois, agentes da DEA em Los Angeles dizem ter descoberto que os filhos de “El Chapo” Guzmán pediram um plano de fuga a um grupo de advogados e de agentes de inteligência das Forças Armadas.

Em dezembro, foi a vez de investigadores de Houston identificarem a chance de acordo entre os cartéis de Sinaloa e Los Zetas para libertar Guzmán e Miguel Ángel Treviño Morales, líder do segundo e preso em julho de 2013.

Não se sabe se as situações relatadas pelos agentes realmente ocorreram e o quanto elas influenciaram a fuga do traficante. Também não há informações sobre se ao México foi comunicado sobre a investigação americana.

Nesta segunda (13), o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que os Estados Unidos desejam que o governo mexicano recapturem ‘El Chapo’ Guzmán para que ele seja julgado pelos crimes cometidos nos dois países.

“O México tem suas próprias responsabilidades para garantir que os mexicanos acusados de delitos graves na Justiça mexicana sejam presos. Mas deixamos clara nossa intenção de que ele enfrente a Justiça aqui também.”

DESCONFIANÇA

A nova fuga do líder do cartel de Sinaloa aumentou a desconfiança do governo americano em relação à capacidade do México em punir os comandantes do tráfico de drogas do país.

A secretária de Justiça americana, Loretta Lynch, ofereceu o apoio das autoridades de Washington nas investigações à procuradora-geral da República mexicana, Arely Gómez González.

Membros do governo americano, porém, dizem que o país deveria ter pressionado mais o México para extraditar o traficante. A principal preocupação era exatamente o risco de uma nova fuga devido à alta corrupção dos agentes de segurança pública.

Por Folhapress

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