Cultura

‘Orange Is the New Black’ está de volta com 3º temporada menos sombria

Justamente no ano em que foi classificada como drama pelo prêmio Emmy, o mais importante dedicado exclusivamente à televisão, a série do serviço de vídeo sob demanda on-line Netflix “Orange Is The Black” dá uma guinada ao campo da comédia.


Após uma segunda temporada marcada pela presença da pérfida Vee, cuja chegada abalou a prisão de segurança mínima em que a trama é ambientada, a série retornou nesta quinta (11) mais solar.

Nos seis primeiros episódios, liberados à imprensa, o clima na prisão Litchfield é mais leve. Amizades improváveis florescem, o clima de romance paira no ar e uma nova detenta sintetiza: aquela é a prisão mais limpa e organizada que já viu.

No Brasil para encontro com a imprensa, as atrizes Samira Wiley (a Poussey) e Natasha Lyonne (a Nicky) espelham o clima de alegria na série. “Você achou a segunda temporada sombria? Eu achei super feliz. Vee era uma figura adorável e maternal para todas nós”, brinca Samira antes de começar a rir, incapaz de manter a piada até o fim.

Natasha, a princípio, concorda. “Vee era uma ótima pessoa, até onde eu sei”, diz. Depois, séria, emenda: “Nesta temporada há muita fé. Há muitas figuras maternas.”

Nas propagandas da produção, as personagens aparecem caracterizadas quase que como santas -uma chave para entender o novo ano, segundo Samira. A fé, no entanto, não se resume à religião.

“Fé é diferente para todo o mundo. Se refere a uma busca espiritual, pelo sentido da vida. Todos têm uma versão de uma viagem existencial”, filosofa Natasha.

“Na cadeia você precisa de alguma coisa para te fazer aguentar, especialmente se você não tem família que te visite. Detentos muitas vezes têm relação com a fé”, completa Samira. “Vamos ver como isso se desenrola na série.”

Minutos depois, em outra sala de entrevistas, Uzo Aduba, a Suzanne (ou “Crazy Eyes”), segue pela mesma linha. “Este ano é sobre fé.”
E como sua personagem manifesta essa fé, exatamente? “Se eu responder isso vou ter que te matar”, ri a atriz, antes de emendar uma resposta vaga. “Suzanne é alguém que mergulha nas coisas pelas quais se interessa. Não acho que isso seja falso nesta temporada.”

Suzanne, a detenta mais afetada pela presença de Vee, passará este ano “juntando os cacos”, diz Uzo. “Ela vai tentar dar um sentido a tudo o que aconteceu no fim da última temporada.”

PODER FEMININO

As atrizes são unânimes ao afirmar que trabalhar num projeto com tantas mulheres, contando histórias femininas, é uma bênção. “Fico tão feliz com o fato de que meu primeiro trabalho tem tantas mulheres em posições de poder nas quais eu posso me espelhar. Aparentemente, isso é muito raro”, diz Samira.

“Como alguém que conhece a indústria, posso dizer: é muito raro”, afirma Natasha. “É muito especial termos umas às outras”, diz. “Eu me sinto empoderada ao ir para o trabalho. Dá muita satisfação estar com tantas mulheres bem-sucedidas, capazes, talentosas e, sobretudo, adoráveis”, endossa Uzo.

A atriz, ganhadora de um Emmy pelo papel, diz desejar que os fãs aprendam com a série que todas as pessoas merecem e têm direito a dignidade e humanidade. “Espero que entendam que todos têm uma história maior que aquela infração. Pessoas boas podem errar. Você é mais do que seu crime”, finaliza.

NA INTERNET
ORANGE IS THE NEW BLACK
Estreia da terceira temporada
QUANDO nesta sexta-feira (12), no serviço de vídeo sob demanda on-line Netflix

Por Folhapress

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