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Diagnóstico precoce pode melhorar vida de hiperativos

Entre os sintomas, está a desatenção e a dificuldade de concentração – foto: Reprodução

Eles não param quietos, não conseguem se concentrar para fazer as tarefas escolares, perdem o material... Essa realidade, presente em milhares de casas pelo Brasil, é conhecida por quem tem um filho com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

É um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. É importante, também, lembrar que as falhas de atenção e a hiperatividade de algumas crianças podem não ser características do temperamento e personalidade, nem de má educação, mas sintomas de uma doença que pode ser controlada. E a melhor notícia é que existe tratamento.

“Uma das características do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é quando a pessoa portadora não consegue se manter concentrada e/ou é uma pessoa agitada. Esse comportamento deve ocorrer em mais de um ambiente, como na escola e em casa”, explica a médica neuropediatra Juliana Ferreira.

Estudos apontam que a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção.

“O cérebro da criança com esse transtorno tem uma deficiência de neurotransmissores na região pré-frontal, que é a responsável por manter a pessoa focada. A inteligência, no geral, é preservada”, completa a médica.

Juliana Ferreira explica, ainda, que o TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas – a desatenção e a hiperatividade-impulsividade. “Mas a pessoa pode ter as duas características associadas. As desatentas têm queixas de dificuldade de concentração, distraem com facilidade e, geralmente a criança perde muito material escolar, faz tarefas escolares pela metade, entre outras”, diz.

Além disso, são pessoas que não conseguem também prestar atenção em detalhes, demoram para iniciar as tarefas e cometem erros por absoluto descuido e distração, o que pode prejudicar o processo de aprendizagem e a atuação profissional.

O tratamento, observa Juliana Ferreira, envolve modificações na escola, terapia psicologia e em alguns casos terapia medicamentosa. Crianças podem exigir os cuidados de equipe multidisciplinar, em função dos desajustes pedagógicos e comportamentais associados ao TDAH. E, em geral, os efeitos benéficos da medicação aparecem em poucas semanas e as reações adversas – insônia, falta de apetite, dores abdominais e cefaleia – são leves e ocorrem no início do tratamento, enquanto o organismo não desenvolveu tolerância a essas drogas.

“O ambiente em que vive uma criança com TDAH deve ser tranquilo e com rotina fixa para ajudar a criança no seu dia a dia”, recomenda a médica. Além disso, é preciso ressaltar que o comportamento de algumas crianças podem não ser características do temperamento e personalidade, nem de má educação, como muitos podem achar, mas sintomas de uma doença que pode ser controlada.

Outro ponto importante e que vale ser ressaltado é que não é má vontade, mas os portadores do transtorno realmente têm enorme dificuldade para organizar as atividades do dia a dia, manter horários e planejar o futuro.

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