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O vulcão e o carbono

Colunista da  agência “Alô  Comunicação”

Você sabia que se um vulcão no Chile ou na Islândia ficar despejando fumaça na atmosfera por quatro dias anulam-se 5 anos de esforços de cada habitante do planeta para reduzir emissões de dióxido de carbono?
E se o prezado leitor perguntar o que é esse tal de dióxido de carbono, tão satanizado pela seita ambientalista, a resposta é que o CO2 é um gás vital de que todo vegetal precisa para viver e para transformar o carbono em oxigênio, o gás vital para a sobrevivência de toda vida animal, inclusive humana. Quando eu estudei química orgânica no curso científico, aprendi que o que tem vida, o que é orgânico, tem carbono. Enquanto isso, inventaram os tais créditos de carbono.

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De quem é mesmo a culpa?

Heitor Scalambrini Costa - Professor associado da Universidade Federal de Pernambuco
 
 
Não fossem bastante os problemas acarretados com as constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica em Pernambuco, e a falta de iniciativa do governo estadual em garantir que os contratos de prestação de serviços entre as partes (fornecedor e consumidor) sejam cumpridos; enfim uma instituição oficial desnudou as razões para tamanho descaso. Estou me referindo à divulgação do recente relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Ao analisar as contas da gestão do governador, relativas ao ano base de 2011, o relatório, detectou a ineficiência da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), por falta de pessoal para monitorar e fiscalizar os serviços prestados pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).
A Arpe é uma autarquia especial vinculada ao gabinete do governador, cuja missão institucional é de “regular com excelência os serviços públicos delegados pelo Estado, garantindo o equilíbrio das relações entre poder concedente, setores regulados e usuários, assegurando a universalização desses serviços e contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico de Pernambuco”.
 
Atuando em todo território estadual, cobre as seguintes áreas: energia elétrica, saneamento, organizações sociais (OS) e Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), loterias e gás natural.

O que revelou o relatório do TCE? A insuficiência de quadros para que efetivamente a missão desta autarquia fosse exercida plenamente. Com a falta de funcionários não se pode corretamente, a bem da população, nem monitorar e nem fiscalizar os serviços oferecidos, como espera a sociedade. Já os funcionários existentes são na sua maioria indicados, apadrinhados, com excessivo número de temporários. A recomendação do tribunal à administração estadual foi no sentido da necessidade urgente de realizar concurso público para preencher o quadro de funcionários da Arpe.

Das informações reveladas pelo TCE conclui-se que a gestão, ponto divulgado como sendo a grande marca do atual governo estadual, não difere muito das praticadas nos outros governos estaduais e nacional. Ou seja, o uso intensivo dos cargos públicos como barganha política, para o que se denomina, eufemisticamente, de “governabilidade”. Que nada mais é do que “acomodar” na máquina estatal, os apadrinhados da base política, aqueles que ocupam cargos na administração pública, muitas vezes sem a competência necessária para exercê-los, e sem prestar concursos públicos.

Já por sua vez, do lado da empresa prestadora de serviços, constata-se o completo desrespeito a população pernambucana. Os “apaguinhos” viraram rotina não somente na capital, mas por todo interior, por causa das falhas no sistema Celpe. Que tenta justificar como sendo problemas pontuais, causados ora pela queda de árvores na fiação que conduz a energia elétrica, ora responsabilizado as descargas atmosféricas, as chuvas intensas com trovões, culpabilizando assim o “santo das chuvas”, são Pedro. A empresa não admite suas responsabilidades nesses episódios, e nem o Estado cobra efetivamente uma solução ao problema que já vem se arrastando há algum tempo.

Enquanto os indicadores de qualidade do serviço prestado, que medem não só, a freqüência das interrupções, o número de horas de interrupção, dentre outras variáveis, tem caído vertiginosamente, se comparado a outras 31 empresas analisadas, no ranking da Aneel. Do 4º lugar em 2011 para 16º lugar em 2012. Em contrapartida, a Celpe, nos 13 anos de privatização, auferiu lucros líquidos extraordinariamente elevados para os padrões brasileiros. Qualidade dos serviços cai e lucros sobem. Receita ingrata para os consumidores. A quem recorrer?

Liberdades contra a democracia

Breno Altman - Jornalista e diretor de redação do site “Opera Mundi” e da revista “Samuel”
 
O caso do deputado-pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) desnuda uma das chagas do sistema democrático brasileiro. Suas manifestações homofóbicas e racistas são caricatura perversa da ascensão do fundamentalismo religioso de distintas denominações, favorecido pela complacência eleitoral à direita e à esquerda.

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Além da imaginação

Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”

Algo de sobrenatural, no sentido metafísico do excesso, está acontecendo quando um ministro de Estado toma posse acusando a presidente da República (responsável por sua nomeação) de ter cometido uma injustiça ao demitir um antecessor, colega de partido, por suspeita de corrupção no ministério dos Transportes.

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‘Vocês jamais foram esquecidos’

Jornalista,  advogado e escritor

Fernanda, minha filha de dez anos, chegou do Martha Falcão e veio dedilhar ao violão a lição do dia: “Caminhando ou Para Não Dizer que Não Falei de Flores”, de Geraldo Vandré. Espantou-se por eu saber a letra. Perguntei o nome do autor, não lembrava, mas sublinhou “só sei que foi torturado” (e conversamos). Para ela, 1964 será tão distante quanto 1914 para mim.

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Chá de ostracismo

Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”

O caso do deputado Marco Feliciano está na hora de acabar. Por bem, não vai. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e até colegas de PSC do deputado tentaram convencê-lo a deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos, sem sucesso. No grito, também não vai. Os protestos – muitos agressivos, outros bem criativos – só fizeram alimentar a teimosia de Feliciano na proporção direta em que a polêmica aumentava seu prestígio e o levava a frequentar espaços nunca dantes navegados por ele nos meios de comunicação.

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Às vezes falta tempo

Professor universitário e consultor  de empresas

Às vezes falta tempo para descansarmos da eterna roda-viva em que vivemos, onde somos tão exigidos e às vezes também descuidados com o próprio tempo. Às vezes falta tempo para observarmos o jardim. Passamos por ele todos os dias, mas somos-lhe indiferentes, não o percebemos. Quantas margaridas e papoulas lá existem e nunca as apreciamos. Falta-nos tempo. Às vezes falta tempo para olhar na janela, assistir ao mundo. Ver o céu com suas manchas brancas tal qual algodão; ver as ruas repletas de pessoas que como nós não estão atentas à vida.

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