

Você sabia que se um vulcão no Chile ou na Islândia ficar despejando fumaça na atmosfera por quatro dias anulam-se 5 anos de esforços de cada habitante do planeta para reduzir emissões de dióxido de carbono?
E se o prezado leitor perguntar o que é esse tal de dióxido de carbono, tão satanizado pela seita ambientalista, a resposta é que o CO2 é um gás vital de que todo vegetal precisa para viver e para transformar o carbono em oxigênio, o gás vital para a sobrevivência de toda vida animal, inclusive humana. Quando eu estudei química orgânica no curso científico, aprendi que o que tem vida, o que é orgânico, tem carbono. Enquanto isso, inventaram os tais créditos de carbono.



Algo de sobrenatural, no sentido metafísico do excesso, está acontecendo quando um ministro de Estado toma posse acusando a presidente da República (responsável por sua nomeação) de ter cometido uma injustiça ao demitir um antecessor, colega de partido, por suspeita de corrupção no ministério dos Transportes.

Fernanda, minha filha de dez anos, chegou do Martha Falcão e veio dedilhar ao violão a lição do dia: “Caminhando ou Para Não Dizer que Não Falei de Flores”, de Geraldo Vandré. Espantou-se por eu saber a letra. Perguntei o nome do autor, não lembrava, mas sublinhou “só sei que foi torturado” (e conversamos). Para ela, 1964 será tão distante quanto 1914 para mim.

O caso do deputado Marco Feliciano está na hora de acabar. Por bem, não vai. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e até colegas de PSC do deputado tentaram convencê-lo a deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos, sem sucesso. No grito, também não vai. Os protestos – muitos agressivos, outros bem criativos – só fizeram alimentar a teimosia de Feliciano na proporção direta em que a polêmica aumentava seu prestígio e o levava a frequentar espaços nunca dantes navegados por ele nos meios de comunicação.

Às vezes falta tempo para descansarmos da eterna roda-viva em que vivemos, onde somos tão exigidos e às vezes também descuidados com o próprio tempo. Às vezes falta tempo para observarmos o jardim. Passamos por ele todos os dias, mas somos-lhe indiferentes, não o percebemos. Quantas margaridas e papoulas lá existem e nunca as apreciamos. Falta-nos tempo. Às vezes falta tempo para olhar na janela, assistir ao mundo. Ver o céu com suas manchas brancas tal qual algodão; ver as ruas repletas de pessoas que como nós não estão atentas à vida.