

Ministro da Educação, economista, ação valorizada na bolsa de apostas para possíveis candidatos do PT ao governo de São Paulo e ultimamente presença constante junto à presidente Dilma Rousseff em atos públicos ou reuniões privadas (não necessariamente relacionados à sua pasta), Aloizio Mercadante é um homem confiante.

Brasília (Alô) — Estou na Toscana, rodando entre vinhedos, oliveiras e os coloridos campos primaveris desta região da Itália. Estradinhas rurais, todas asfaltadas e sem buracos. Dirijo há dez dias, inclusive em Roma, e não encontrei congestionamento em lugar algum. Na autoestrada, uma advertência que falta no Brasil: Sua vida vale mais que um SMS.



No dia 19 de abril celebramos o Dia do Índio. Em muitos lugares o dia se transforma em semana. Uma semana de manifestações culturais e de tomada de consciência da situação dos povos indígenas. É uma ocasião excelente para que conheçamos melhor quem são esses homens e mulheres, cidadãos de nosso país, que guardam e assumem a identidade indígena, isto é, se veem como descendentes daqueles que aqui viviam antes da invasão vinda da Europa. Povos que se reconhecem herdeiros de uma história que tem suas raízes bem antes do descobrimento. Pessoalmente sinto-me privilegiado por conhecer muitos desses povos. Minhas andanças, viagens e visitas pastorais, bem como o compromisso da minha igreja com a organização indígena, com a luta pela terra, e ainda pela educação e atenção à saúde diferenciadas me levaram a ter uma atitude de grande respeito pelos povos indígenas que conheci e conheço e pelas centenas de homens e mulheres que assumem a sua identidade, guardando e vivendo valores em grande parte perdidos pela nossa civilização.

Qualquer pessoa dotada de razoável bom senso, quando faz uma bobagem, ou uma burrice, para, reflete, reconhece e cuida para evitar uma recidiva, pois, como diz o nosso prefeito Arthur Virgílio, todo mundo tem direito a um dia de leso durante o ano. Entretanto, complementa o alcaide, alguns há que se julgam no direito de exercer plenamente a leseira em todos os dias do ano.

Como se não bastasse ter falado que os juízes brasileiros são pró-impunidade, ter mandado um jornalista chafurdar no lixo e ter sugerido que entre juízes e advogados haveria um “conluio” para a corrupção, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aprontou mais uma. Na última semana, Barbosa recebeu os representantes de classe da magistratura em uma reunião no STF e destilou grosserias a quem estivesse por perto.