

É conhecida, de todo estudante de lógica a aporia do filósofo cretense. Relembrando-a e resumindo-a: estabelece-se que em Creta todos seus habitantes, sem exceção, são mentirosos. Tudo lá e tudo que lá se diz é mentira. Ninguém diz a verdade. Eis que surge um filósofo cretense e declara: Em Creta todos são mentirosos. Estará o filósofo dizendo mentira ou verdade?

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou nessa semana um relatório que causou certo alvoroço: “Insectos comestibles. Perspectivas de futuro para la seguridad alimentaria y la alimentación”, onde recomenda o consumo de insetos para dar de comer a um número cada vez maior de pessoas. Porém, acabar com a fome no mundo passa por começar a consumir insetos ou tornar acessível comida às pessoas? Acho mais plausível a segunda opção.

Ultimamente, a enorme tradição cultural e religiosa do México, e de outros países da América Latina, confrontou-se com uma problemática social: o crime organizado. Um país como o México, onde a onda de violência deixou mais de 70 mil mortos nos últimos seis anos, deve ser mais inclusivo com “as jovens gerações” e deixar claros para elas “que a máfia, o narcotráfico, a criminalidade organizada não são formas religiosas e nem têm nada a ver com religião, apesar de que use a Santa Morte”, disse o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura (CPC), do Vaticano, no dia 9 de maio passado.

No seu relatório anual sobre as tendências mundiais do emprego, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, “apesar de uma recuperação moderada do crescimento da produção” esperada para este ano e para 2014, “a taxa de desemprego deverá aumentar de novo e o número de desempregados no mundo crescerá 5,1 milhões em 2013, ultrapassando 202 milhões”.

Morreu na prisão o general Jorge Rafael Videla, condenado na Argentina a duas prisões perpétuas. Cumpriu só uma, pois não tem duas vidas. Se ainda tivesse, creio que faria tudo de novo. Morreu com a consciência tranquila de quem cumpre com o dever. Foi condenado porque assumiu tudo que se atribuiu ao Exército durante a guerra em que foram derrotadas duas organizações que pretendiam estabelecer no país um regime igual ao de Cuba. Desde a morte dele, não li nos jornais nada que não fosse a história escrita pelos derrotados. Testemunhei parte da história real quando eu era correspondente do “Jornal do Brasil” em países do Cone Sul.

