Economia

Operadoras são notificadas por propaganda enganosa

Rosely Fernandes (no centro) afirma que reclamações dos consumidores do Amazonas e dos demais Estados brasileiros são contumazes e as operadoras não oferecem de fato o que vendem nas suas publicidades- foto: divulgação

Rosely Fernandes (no centro) afirma que reclamações dos consumidores do Amazonas e dos demais Estados brasileiros são contumazes e as operadoras não oferecem de fato o que vendem nas suas publicidades- foto: divulgação

Numa ação conjunta inédita, os Procons de todo o país instauraram procedimentos para investigar a realização de publicidade enganosa pelas operadoras de telefonia móvel e aplicaram multas. Historicamente, as empresas de telefonia fixa e móvel vêm ocupando os primeiros lugares nos rankings de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, cujas queixas vão desde cobrança indevida, má prestação de serviços, suspensão indevida do acesso à internet, entre outros.

De acordo com a secretária executiva do Procon Amazonas, Rosely Fernandes, todos os Procons, de Norte a Sul do país, estão notificando as operadoras Claro, Vivo, TIM e Oi para que prestem esclarecimentos necessários. “As reclamações dos consumidores são contumazes. Elas, por exemplo, além de cortar a internet que vendem como ilimitada, elas vendem qualidade 3G e 4G, mas em dias chuvosos verificamos que nossos telefones ficam mudos. Há muitas cobranças indevidas”, disse.

Rosely afirmou que entre os problemas das operadoras está a falta de transparência na venda de pacotes e promoções, o que têm gerado um expressivo número de reclamações, haja vista o consumidor não ter acesso a informações que efetivamente garantam a escolha de um plano adequado as suas reais necessidades, bem como a formas de controle e acompanhamento de uso de seus pacotes de dados.

De acordo com a Associação Brasileira de Procons (Proconsbrasil), as prestadoras de serviço vêm sistematicamente desrespeitando os direitos dos consumidores, que pagam caro por um serviço que não tem a qualidade prometida. Um dos alvos desta ação é a investigação da publicidade realizada pelas operadoras para estimular a contratação por parte do consumidor das chamadas “promoções”, tendo em vista que as mesmas não esclarecem, de forma adequada, quais seus direitos e deveres, muitas vezes induzindo o consumidor em erro.

Conforme Rosely Fernandes, que também é diretora da Região Norte da Associação Brasileira de Procons, as empresas estão sendo autuadas pelas sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e em especial, à sanção de multa, que varia de R$ 555,60 a R$ 8.333.144,69.

Após o recebimento das notificações, as empresas têm o prazo de 10 dias para apresentar defesa e/ou pagamento de multas.

“Queremos que as operadoras propaguem de maneira correta, independente ser Oi, TIM, Vivo ou Claro. Consumidores vão até as lojas ou franquias, ele faz um contrato, mas no final ela sai de lá sem saber o que ele tem direito. Elas prometem 3G, 4G, internet ilimitada, mas ela é bloqueada e o consumidor precisa contratar mais. Queremos que haja transparência dos serviços”, cobrou Rosely.

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir