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Sérgio Fontes assume que errou por não ter formado força tarefa ainda na noite de terça-feira

O secretário disse que a hipótese de transferência de presos de alta periculosidade para presídios federais não está descartada - foto: Josemar Antunes

O secretário disse que a hipótese de transferência de presos de alta periculosidade para presídios federais não está descartada – foto: Josemar Antunes

Homenageado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta quarta-feira (22) com a medalha de ouro Cidade de Manaus, o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), delegado federal Sérgio Fontes admitiu que a polícia demorou para agir e coibir os crimes que resultaram em 37 assassinados na última semana.

“Erramos sim. Deveríamos ter atuado ainda na noite de sexta-feira (17) para diminuir os danos, mas apreendemos com esses erros e hoje posso afirmar que Manaus não está desguarnecida. No mês de junho tivemos 15% a menos de homicídio na capital quando comparado com o mesmo período do ano passado. Estamos nas ruas com a operação ‘Pescador I e 2′, que são operações que visam atacar a microcriminalidade, aquela que incomoda o cidadão de Manaus”, pontuou o secretário durante seu discurso na tribuna da Câmara.

Neste sentido Fontes destacou também a “Operação Presença”, desencadeada madrugada da última terça-feira (21) e cujas as ações seguem por tempo indeterminado. De acordo com Fontes, as Polícias Civil e Militar têm atuado em conjunto para recuperar o controle da segurança e atuar na contenção dos criminosos com patrulhamento em diversas zonas da cidade, principalmente onde ocorreram as mortes e onde há forte influência do tráfico de drogas.

“Estamos recuperando o controle nestes dois dias e não registramos mais nenhum crime violento e vamos continuar trabalhando. Os fatores ainda estão sendo investigados. Estamos apurando o estopim dessa violência, mas só vamos poder dizer isso quando as investigações forem concluídas”, falou o secretário.

Fontes falou ainda sobre as investigações quanto a morte do sargento da PM, Afonso Camacho Dias e também sobre as investigações sobre os demais assassinatos. Conforme o secretário, as investigações apontam que em breve os acusados pela morte do policial serão presos. “A morte do sargento já está praticamente resolvido, só falta a prisão dos assassinos. Em relação às outras vítimas temos um percurso a trilhar para apresentar soluções que a sociedade espera, até quando for preciso a gente vai trabalhar intensamente”, frisou.

 

Transferência de presos

Questionado se faz parte da estratégia do Estado para manter a segurança da população transferir presos de alta periculosidade para presídios federais, o informou que não descarta a hipótese, porém antes disso é preciso que fique comprovado que a ordem para a série de execuções tenha partido de chefes do crime organizado.

“Mas essa possibilidade tem que estar permeada de fatos concretos, não pode ser só fruto de uma percepção não comprovada. Quanto a participação de policiais nesses crimes, se tivermos certeza, claro que vamos tomar todas as medidas necessárias”, finalizou o secretário.

A onda de violência teve início com o primeiro registro de homicídio na noite de sexta-feira (17), por arma de fogo e o último, e até a publicação desta matéria, o último aconteceu na segunda-feira (20), por arma branca. Neste último caso, a vítima foi deixada na entrada do Hospital e Pronto Socorro (HPS) João Lúcio com várias perfurações de chave de fenda e golpes de terçado.

Operações

Além da Operação Presença, Sérgio Fontes destacou a Operação Pescador, que deve acontecer em diversos pontos de Manaus. A ação é realizada por policiais em viaturas descaracterizadas, que abordarão pessoas e veículos.

“Os criminosos agem com armas e mesmo que ele consiga desviar de uma viatura que faz ronda ostensiva, ele não vai ter como saber de onde virá a abordagem, como no caso de se abordado por uma viatura descaracterizada. Pessoas de bem serão abordadas? Sem dúvidas e eu acho que serão a maioria, mas é um incômodo necessário para reduzir índices de insegurança”, certificou o titular da SSP-AM.

Colaborou Maikon Castro (Portal EM TEMPO)

Por Cecília Siqueira

 

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