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Operação ‘Portelinha’ reforça policiamento em comunidade em Iranduba

Durante a manhã, as equipes patrulharam todas as ruas da comunidade, que registrou histórico de disputas de terra entre os comunitários - foto: divulgação

Durante a manhã, as equipes patrulharam todas as ruas da comunidade, que registrou histórico de disputas de terra entre os comunitários – foto: divulgação

A “Operação Portelinha”  foi deflagrada nesta quarta-feira(19) no Ramal da Portelinha, em Iranduba (a 27 quilômetros da capital), para coibir conflitos por posse de terras no local. As Polícias Civil e Militar deram suporte durante a operação .

Na ação, que seguiu determinação do governador José Melo, participaram policiais do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) da Polícia Civil, o 31º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Iranduba e a 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (8ª CIPM) de Iranduba e policiais da SSP-AM.

“Essa ação visa melhorar o policiamento no local, mostrando a presença do Estado e evitando conflitos por conta de disputas de terras”, destacou o secretário executivo de Operações da SSP-AM, Pedro Florêncio.

Ele destacou que a Polícia Militar está mantendo duas viaturas e duas motocicletas para o patrulhamento 24 horas na Comunidade Portelinha e na Serra Baixa. “O principal objetivo é realizar ações de patrulhamento ostensivo e comunitário, para interação com a comunidade, que pode ajudar e consolidar com informações para os inquéritos em andamento”, informou Florêncio.

Durante a manhã, as equipes patrulharam todas as ruas da comunidade, que registrou histórico de disputas de terra entre os comunitários. Além do policiamento ostensivo, o secretário executivo destacou que os policiais visitaram diversas casas e em conversas com os moradores ouviram relatos e reivindicações.

O delegado titular do 31º DIP de Iranduba, Paulo Mavignier, explica que na comunidade moram entre 80 a 100 famílias, mas que a maioria das casas pertence a pessoas que moram em Manaus e que estão em Iranduba apenas no fim de semana. “Essa é uma área que possui terrenos muito valorizados, por isso, a disputa pelas terras. Outras operações serão realizadas, inclusive com a própria prefeitura, para regulamentar a questão da legitimidade dos terrenos”.

Na última terça-feira (18), a Polícia Civil apresentou a dupla envolvida na morte de líder comunitária da comunidade, o caseiro Ronaldo de Paula da Silva, 21, conhecido como “Novo”, e o motorista Adson Dias da Silva, 38, o “Pinguelão”, que foram presos na manhã de segunda-feira (17), durante uma ação conjunta envolvendo policiais civis que atuam na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru e 31ª DIP de Iranduba, municípios a 68 e 27 quilômetros em linha reta de distância, respectivamente, da capital.

As diligências contaram ainda com o apoio de integrantes da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM). As investigações apontam que Ronaldo e Adson participaram do homicídio da líder comunitária Maria das Dores Salvador Priante, ocorrido na noite da última quarta-feira (12).

Com informações  da assessoria de comunicação

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