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Operação ‘Pharmacus’ prende trio que roubava medicamentos de UTI do Francisca Mendes, dando rombo de R$ 1 mi

As investigações duraram cerca de quatros meses, após várias denúncias anônimas informando que medicamentos do Hospital Francisca Mendes estavam sendo desviados - foto: Josemar Antunes

As investigações duraram cerca de quatros meses, após várias denúncias anônimas informando que medicamentos do Hospital Francisca Mendes estavam sendo desviados – foto: Josemar Antunes

Policias civis da Seccional Norte cumpriram três mandados de prisão e outros seis de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (3), durante a operação ‘Pharmacus’, com o objetivo desarticular uma quadrilha que desviava medicamentos do hospital Francisca Mendes, na Zona Norte de Manaus.

A ação resultou na prisão preventiva da empresaria Adriana Lima da Silva, 30, do funcionário dela, Jarcelio Roberto Câmara da Silva, 37, e do auxiliar administrativo do hospital, Ruben Gato Pantoja Junior, 21. O trio foi preso nas Zonas Oeste e Norte da cidade.

Conforme a polícia, as investigações duraram cerca de quatros meses, após várias denúncias anônimas informando que o funcionário de hospital desvia medicamentos e vendia para uma distribuidora.

O delegado titular da 2ª Seccional Norte, Fernando Bezerra, explicou como funcionava o esquema do trio. Segundo ele, Ruben desviava os medicamentos e revendiam para Adriana, que é dona da distribuidora de medicamentos localizada no bairro Alvorada, Zona Oeste de Manaus. Ela, por sua vez, revendia o material para o próprio Estado.

“Todos os medicamentos pertenciam a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Alguns deles, além de serem desviados, tinham as datadas de validade adulteradas”, disse o Fernando Bezerra.

Ainda conforme com o delegado, de acordo com investigações, o grupo estava atuando há aproximadamente um ano, dando um prejuízo milionário para o Estado.

“Nós temos os dados referente a junho a novembro de 2015, equivalentes a um prejuízo de R$ 366 mil, mas como eles agiam há muito mais tempo, calculamos que nesse um ano o prejuízo chegue a R$ 1 milhão”, falou.

O delegado disse ainda que as investigações irão continuar, pois tem mais pessoas envolvidas na ação criminosa. “Precisamos identificar quem é o intermediador que negociava com o funcionário do hospital e a dona da distribuidora. As investigações apontam que tem mais pessoas envolvidas nessa organização criminosa”, concluiu o delegado.

Rubem será autuado por crime de peculato, associação criminosa e inserção de dados. Já Adriana e Jarcelio serão autuados por associação criminosa, receptação e adulteração de medicamentos. Após os procedimentos cabíveis, o trio será levado para uma das unidades prisionais da capital.

Por Mara Magalhães

Com informações de Josemar Antunes

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