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Operação ‘Nemeus’ investiga em Manaus e mais três cidades desvios de recursos do Ministério do Esporte

Policiais federais dão cumprimento a 16 mandados judiciais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Caxias do Sul - foto: reprodução

Policiais federais dão cumprimento a 16 mandados judiciais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Caxias do Sul – foto: reprodução

Manaus e outras três cidades brasileiras foram alvo da operação ‘Nemeus’, deflagrada nesta quarta-feira (24) pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União. Ação tem como objetivo de desarticular uma quadrilha responsável por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos cedidos pelo Ministério do Esporte, por meio de convênios, a diversas confederações esportivas.


Policiais federais cumpriram 16 mandados judiciais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Caxias do Sul, em escritórios e residências de pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha.

Em Manaus, foi cumprindo um mandando de busca e apreensão em uma residência situada no condomínio Alfa Garden, na avenida Nilton Lins, na Zona Centro-Sul da cidade.

A operação teve como foco os convênios nos quais a empresa SB Marketing, empresa que oferecia os serviços, com sede no Rio de Janeiro, ganhou a assessoria de várias confederações. Além de diligências nas sedes da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo e na Confederação Brasileira de Taekwondo, e em empresas ligadas às fraudes.

O dono da SB Marketing, Sérgio Borges, foi preso preventivamente. E o presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo, Carlos Fernandes foi afastado do cargo.

A PF informou que a Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) já era alvo de um inquérito por desvio de recursos desde 2012. Nessa primeira fase da operação foeam colhidos elementos para comprovar a participação de dirigentes dessas confederações nas fraudes investigadas.

O próximo passo é averiguar se os dirigentes das confederações foram coniventes com a fraude, através da apresentação de notas frias para justificar a utilização das verbas destinadas pelo Ministério do Esporte.

As investigações da PF iniciaram há cerca de um ano e indicam que a quadrilha vem fraudando licitações com o uso de documentos falsos, a fim de realizar contratações e aquisições por preços muito acima do mercado. A SB Marketing era contratada pelas confederações para prestar assessoria administrativa na execução dos convênios, voltados principalmente para compra de equipamentos esportivos.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a empresa em questão participou de 14 convênios entre o Ministério do Esporte e confederações esportivas, entre 2011 e 2015. O valor total desses convênios chegou a R$ 26 milhões. A empresa se tornou vencedora de pelo menos 14 licitações de forma fraudulenta, utilizando documentos falsos de supostas empresas concorrentes.

Os envolvidos no caso podem responder por formação de quadrilha, peculato, fraude à licitação e falsificação de documentos. O nome da operação, Nemeus, é em alusão aos Jogos Nemeus, disputados na Grécia antiga e dedicados a Zeus.

 

 

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