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Operação ‘La Muralla’ cumpre 86 mandatos de prisão em Manaus e apreende dinheiro, armas e veículos de luxo

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A operação ‘La Muralla’, deflagrada pela Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 880 mil. foto: divulgação/ PF

A operação ‘La Muralla’, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (20), cumpriu 86 mandatos de prisão, dos 127 expedidos pela Justiça Federal.

Entre os presos estão o narcotraficante e membros da facção criminosa denominada Família do Norte (FDN), José Roberto Fernandes, o ‘Zé Roberto da Compensa’, Marcos Roberto Miranda, conhecido como ‘Marcos Pará’, Francisco Álvaro Pereira, conhecido como ‘Bicho do Mato’, Jaime Machinga, Jorge Moçambite da Silva – o ‘Moçambite’, Geomisson, conhecido como ‘Rock’, Gelson Carnaúba e Joleardson, o ‘Giba’.

Os presos aguardam a transferência para os presídios federais em Campo Grande e Catanduva. Sete advogados foram presos e aguardam para prestar depoimento na sede da PF, localizada no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus.

Além dos 86 presos, a polícia federal encontrou nas residências dos investigados cerca de R$ 880 mil em espécie e mais de US$ 700 dólares,  25 veículos de luxo e motocicletas que foram transportados em cegonhas para a sede a PF.

A ação coordenada pela PF reuniu cerca de 400 Policiais Federais, 300 Policiais Militares do Batalhão de Choque e do Grupo Fera da Polícia Civil do Estado do Amazonas, que além dos 127 mandatos de prisão cumpriu também mais 67 mandados de busca e apreensão, sete buscas em presídios estaduais, 68 medidas de sequestro de bens, além do bloqueio de ativos registrados em 173 CPFs e CNPJs ligados a integrantes da organização criminosa.

As ações transcorrem nas cidades de Manaus/AM, Tonantins/AM, Tabatinga/AM, Crateús/CE, Caucária/CE, Fortaleza/CE, Natal/RN, Boa Vista/RR e Rio de Janeiro/RJ. Por meio de cooperação internacional, pela Difusão Vermelha da INTERPOL, também serão efetuadas prisões no Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Entenda o caso

A investigação iniciaram em abril de 2014 com a apreensão de R$ 200 mil, em espécie, pela Polícia Federal no Amazonas. Na ocasião, durante ação no Rio Solimões, uma lancha de propriedade do grupo foi apreendida com o dinheiro ocultado no interior de um aparelho de ar condicionado. Apurou-se que a carga tinha como destino fornecedores de drogas que atuam na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Durante as investigações, a Polícia Federal conseguiu revelar como se estruturava uma facção criminosa que domina o sistema prisional do Estado do Amazonas, que se organizava de forma similar às facções criminosas que dominam os sistemas prisionais nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Com uma estrutura extremamente hierarquizada, a organização planejava controlar as ações do grupo de dentro dos presídios do Amazonas, almejando o domínio absoluto do sistema prisional e o monopólio do tráfico de drogas no estado.   A organização buscava executar um verdadeiro sistema empresarial do crime, sempre com o objetivo de auferir lucros. Estima-se que nos últimos anos a organização tenha sido capaz de incorporar em suas “fileiras” milhares de pessoas, em um sistema de divisão funcional de atividades, inclusive com núcleo jurídico próprio (advogados integrados às atividades criminosas do grupo).

A organização criminosa se utilizava de meios tecnológicos avançados para a realização de “negócios” com outras organizações criminosas, nacionais e internacionais, e ainda nos contatos com políticos e membros do poder público. Pretendia até indicar e financiar a candidatura de alguns de seus integrantes para a disputa de cargos políticos nas próximas eleições.

 

Por Mairkon Castro

 

Com informações de Ana Sena

Atualizada ás 19h50

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