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Operação ‘La Muralla’, da PF, desarticula organização transnacional de trafico e outros crimes

Os presos em Manaus estão sendo levados para a sede da Superintendência da PF no Amazonas - foto: Márcio Melo

Os presos em Manaus estão sendo levados para a sede da Superintendência da PF no Amazonas – fotos: Márcio Melo

 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (20) a operação ‘La Muralla’, que visa desarticular uma organização criminosa transnacional, que atua principalmente do tráfico internacional de drogas, operando ainda no tráfico de armas, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, roubo, homicídios, sequestro, tortura e corrupção de agentes públicos.

No Amazonas, as ações ocorrem tanto em Manaus, quanto nos municípios de Tonantins e Tabatinga, além de cidades em outros estados como Crateús, Caucária e Fortaleza, no Ceará; Natal (RN), Boa Vista (RR) e Rio de Janeiro (RJ).

Ainda segundo a PF, por meio de cooperação internacional, pela Difusão Vermelha da Interpol, também serão efetuadas prisões no Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Em ação coordenada, cerca de 400 policiais federais, 300 policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Grupo Fera da Polícia Civil do Amazonas, cumprem 127 mandados de prisão preventiva, 67 mandados de busca e apreensão, sete de buscas em presídios estaduais, 68 medidas de sequestro de bens, além do bloqueio de ativos registrados em 173 CPF/CNPJ ligados a integrantes da organização criminosa, todos determinados pela Justiça Federal no Amazonas.

Dentre os alvos, 17 serão transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em penitenciárias federais. Por praticaram atos ilícitos no interesse da organização criminosa, também serão presos sete advogados e um vereador da cidade de Tonantins (AM).

A investigação teve início em abril de 2014 com a apreensão de R$ 200 mil, em espécie, pela PF-AM. Na ocasião, durante ação no Rio Solimões, uma lancha de propriedade do grupo foi apreendida com o dinheiro ocultado no interior de um aparelho de ar condicionado. Apurou-se que a carga tinha como destino fornecedores de drogas que atuam na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Durante as investigações, a PF conseguiu revelar como se estruturava a facção criminosa Família do Norte (FDN), que domina o sistema prisional do Amazonas, e que se organizava de forma similar às facções criminosas que dominam os sistemas prisionais nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Ainda segundo informações da assessoria da PF, com uma estrutura extremamente hierarquizada, a organização planejava controlar as ações do grupo de dentro dos presídios do Amazonas, almejando o domínio absoluto do sistema prisional e o monopólio do tráfico de drogas no Estado.

A organização buscava executar um verdadeiro sistema empresarial do crime, sempre com o objetivo de auferir lucros. Estima-se que nos últimos anos a organização tenha sido capaz de incorporar em suas ‘fileiras’ milhares de pessoas, em um sistema de divisão funcional de atividades, inclusive com núcleo jurídico próprio (advogados integrados às atividades criminosas do grupo).

A investigação teve início em abril de 2014, com a apreensão de R$ 200 mil pela PF-AM

A investigação teve início em abril de 2014, com a apreensão de R$ 200 mil pela PF-AM

A FDN se utilizava de meios tecnológicos avançados para a realização de ‘negócios’ com outras organizações criminosas, nacionais e internacionais, e ainda nos contatos com políticos e membros do poder público. Pretendia até indicar e financiar a candidatura de alguns de seus integrantes para a disputa de cargos políticos nas próximas Eleições.

Com extrema violência, a FDN tentava consolidar um estado paralelo na Região Norte do país, com leis próprias, definidas por meio de seu ‘estatuto’, no qual suas lideranças ditavam sentenças diárias, muitas de dentro do sistema penitenciário, onde foi instituído um verdadeiro Tribunal do Crime.

A facção criminosa estipulava os crimes que poderiam ser praticados, especialmente sobre quem deveria viver ou morrer. Os dados obtidos durante as investigações permitem responsabilizar o grupo por dezenas das mortes violentas ocorridas nos últimos meses em Manaus, incluindo alguns homicídios cometidos no período que ficou nacionalmente conhecido como ‘Fim de Semana Sangrento’, quando 38 pessoas foram assassinadas na capital amazonense em apenas três dias.

Somente nos últimos seis meses de investigação, foram realizadas 11 grandes apreensões de drogas pertencentes à FDN, que resultaram em 27 prisões em flagrante e na apreensão de aproximadamente 2,2 toneladas de drogas, avaliadas em aproximadamente R$ 18 milhões. Houve, ainda, a apreensão de dinheiro, veículos, embarcações e armas de fogo de grosso calibre, incluindo submetralhadoras 9mm e granadas de mão.

Os presos serão ouvidos na Superintendência da PF em Manaus e recolhidos em presídios estaduais e federais.

Com informações da assessoria

 

1 Comment

1 Comment

  1. Sinistro

    23 de novembro de 2015 at 07:30

    AGORA SERAO CHAMADOS DE FUDIDOS DA NORTE KKKKKKKKKKKKK ESSES BANDO DE PILANTRA JUNTAMENTE COM ESSES ADVOGADINHOS QUE PASSARAM ATRAVES DE RECURSO NA ORDEM

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