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Operação ‘Hashtag’, da PF, prende em Manaus suspeito de terrorismo

A operação ‘Hashtag’, deflagrada pelo Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (21), prendeu um homem em Manaus por suposto envolvimento com o grupo islâmico que articula ataques terroristas por todo país durante a realização dos jogos olímpicos. Além do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul também estão sob a mira da investigação.

A confirmação da prisão do suposto envolvido em atos terroristas foi dada pelo titular da Secretaria Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes, que acompanha as investigações da PF e assegurou que há, ainda, outras pessoas sendo monitoradas.

Segundo a assessoria da Polícia Federal, as investigações seguem em segredo de justiça e que, por este motivo, outros detalhes sobre a prisão do homem não podem ser repassadas.

Em nota publicada no site oficial, a PF diz que cerca de 130 policiais participam da ‘Hashtag’, cumprindo mandados de prisão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba, sendo 10 prisões temporárias, duas conduções coercitivas e 19 buscas e apreensões.

A operação secreta é executada pela Divisão Antiterrorismo (DAT) da PF e é a primeira operação policial após a publicação da Lei 13.260/2016, que regulamenta o disposto no inciso XLIII do artigo 5º da Constituição Federal, disciplinando o terrorismo, tratando de disposições investigatórias e processuais e reformulando o conceito de organização terrorista.

Ainda de acordo com a nota, a DAT acompanhava as redes sociais de um grupo virtual denominado “Defensores da Sharia”, que planejava adquirir armamentos para cometer crimes no Brasil e até mesmo no exterior. A nota também diz que uma organização não-governamental, com atuação na área humanitária e educacional, está na lista de investigação.

“Os investigados responderão individualmente, na medida de suas participações, pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo, ambos previstos na Lei 13.260/2016. A pena para o primeiro crime é de cinco a oito anos de prisão, além do pagamento de multa. Para quem executa atos preparatórios a pena varia de três a 15 anos de prisão”, diz a nota da Polícia Federal.

Por equipe EM TEMPO online

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