Dia a dia

Operação ‘Dízimo’, da PF, combate desvio de verbas federais no distrito de Cacau Pirêra, Iranduba

A operação, iniciada nas primeiras horas, conta com efetivo de 70 policiais federais - foto: divulgação/PF

A operação, iniciada nas primeiras horas, conta com efetivo de 70 policiais federais – foto: divulgação/PF

A polícia Federal do Amazonas deflagrou na manhã desta segunda-feira (16) a operação ‘Dizimo’, no distrito de Cacau Pirêra, e na sede no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). Ação tem como objetivo inibir o uso irregular de verbas federais aplicadas na prefeitura da cidade, e está cumprindo 29 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva.

A organização criminosa é composta por vereadores, secretários municipais, funcionários públicos municipais e empresários que atuam de forma estruturada, com clara divisão de tarefas e uma intensa movimentação financeira.

A atuação do grupo baseava-se na cobrança de valores (o Dizimo) dos empresários pelos servidores a fim de que fossem realizados contratos baseados em licitações fraudadas. Os valores recebidos mensalmente eram distribuídos entre os servidores e outros integrantes do grupo, inclusive vereadores, em troca de apoio político.

A Justiça Federal autorizou o bloqueio dos bens e valores dos criminosos no montante aproximado de 52 milhões visando o futuro ressarcimento.

Mias informações sobre a operação ‘Dízimo’ serão repassadas pela PF-AM às 11h15 de hoje, durante coletiva de imprensa.

Cauxi

Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) deflagrou no município a operação ‘Cauxi’, que resultou na prisão do prefeito Xinaik Medeiros, e quatro de seus secretários, por desvio de verbas públicas.

Nesta segunda-feira, inclusive, o MPE-AM vai oferecer denúncia à Justiça contra 13 pessoas suspeitas de envolvimento nessa organização criminosa criada para fraudar licitações na Prefeitura de Iranduba, dentre elas, os já citados anteriormente.

A partir de então, o Pleno do Tribunal de Justiça deve se reunir e decidir se acata ou não a denúncia. Caso o Pleno do TJ aceite a denúncia do MPE-AM, o processo segue na justiça do estado tendo os acusados de apresentar defesa preliminar dentro dos prazos previstos em lei.

Também nesta segunda-feira, o MP-AM deve ouvir o Sócio de um ‘flanelinha’ que era usado como laranja em empresas que venciam licitações no município. O ‘flanelinha’, até o momento, não foi encontrado.

Até o momento não foi confirmado se a ação da PF-AM seria um desdobramento da operação do MPE-AM.

Por equipe EM TEMPO Online
Com informações das assessorias da PF-AM e do MPE-AM

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